A Rússia lançou 50 mísseis e 297 drones contra a Ucrânia na madrugada deste domingo (22/02), segundo a Força Aérea ucraniana. Ao menos uma pessoa morreu na região de Kiev, e outras ficaram feridas. O bombardeio também provocou danos em diferentes áreas do país e atingiu a infraestrutura energética, causando cortes de energia em meio ao frio do fim do inverno europeu.
De acordo com as autoridades ucranianas, sistemas de defesa aérea abateram ou neutralizaram 33 mísseis e 274 drones. Ainda assim, 14 mísseis e 23 drones atingiram 14 locais distintos. Três mísseis não foram localizados, segundo o balanço oficial.
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Na região de Kiev, equipes de resgate atuaram em áreas atingidas, como a vila de Putrivka, no distrito de Fastiv, onde pessoas ficaram soterradas após a destruição de imóveis. Em Sofiivska Borshchahivka, subúrbio da capital, prédios residenciais tiveram danos estruturais e janelas destruídas.
A operadora estatal de energia informou que o setor elétrico voltou a ser alvo dos ataques, o que levou à adoção de cortes emergenciais de fornecimento em várias regiões, incluindo a capital.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que Moscou “continua investindo mais em ataques do que em diplomacia”. Não houve comentários imediatos do governo russo sobre o bombardeio.
Em outro episódio no mesmo dia, uma explosão na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, matou uma pessoa e deixou 25 feridos, segundo Zelensky. Uma pessoa foi presa, e o caso, de acordo com as autoridades, não tem relação com os ataques aéreos russos.
Do lado russo, o Ministério da Defesa informou que 86 drones ucranianos foram destruídos durante a noite. Em Luhansk, cidade ocupada por forças russas, dois drones ucranianos atingiram um depósito de petróleo, ferindo um guarda de segurança e provocando incêndio em um tanque de combustível, segundo autoridades locais instaladas por Moscou.
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O conflito entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos na próxima terça-feira (24/02). Apesar de tentativas de mediação lideradas pelos Estados Unidos, as negociações avançam lentamente. Moscou exige que Kiev se retire de áreas da região de Donbas ainda sob controle ucraniano, condição rejeitada pelo governo ucraniano.
