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Goleira do Internacional explica por que futebol feminino não precisa diminuir tamanho do gol

Em entrevista à TMC, Gabi Barbieri também contou como deixou o meio-campo para atuar embaixo da trave

Por Redação TMC | Atualizado em
Gabi Barbieri participou do programa Link TMC e falou sobre o Internacional, ser goleira e o futebol feminino
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução/TMC)

Quando se fala de futebol feminino, a posição que gera maior debate é a de goleira. Em decorrência da menor estatura das arqueiras, há quem defenda que a meta seja menor. Em entrevista à TMC, Gabi Barbieri, goleira do Internacional, disse que as mulheres têm condições de defender o gol em tamanho normal.

“Para mim, não precisa mudar (o tamanho do gol). Temos capacidade e conseguimos fazer grandes atuações no gol de tamanho normal. Não seria o ideal diminuir o tamanho. Conseguimos nos sobressair e dar conta do gol normal“, defendeu a goleira do Internacional em entrevista ao Link TMC.

Ainda, Gabi Barbieri foi questionada se ela sente que a pressão é maior sobre ela por ser mulher. A colorada pontuou que goleiros sempre são cobrados, independente do gênero.

Acho que (a pressão) é igual. É da posição. Tanto a mulher quanto o homem têm essa função importante em todos os jogos. Sabemos do peso que é (ser goleiro). Um erro que cometemos lá atrás é crucial para definir uma partida, então sempre jogamos com pressão. A nossa posição, infelizmente, é injusta. Podemos fazer inúmeras defesas durante o jogo, mas se tomamos um gol defensável, a culpa recai para o goleiro”, ponderou Gabi Barbieri.

Natural de Descanso, em Santa Catarina, Gabi Barbieri começou a carreira nas categorias de base da Chapecoense. Depois, viveu destaque no Internacional entre 2021 e 2023, chegando até a ser convocada para os times Sub-20 e principal da Seleção Brasileira. Aos 22 anos, a inspiração de Barbieri começou em casa: seu pai, sua mãe e seu irmão também são goleiros.

Eu comecei jogando na linha; jogava de meia. Se perguntar para os meus pais, eles falam que não era para eu ter trocado de posição. Vai muito do que vem dentro de casa. Tenho três goleiros em casa: meu irmão é goleiro, meu pai e minha mãe foram goleiros. Não tinha como fugir da posição (risos)“, disse a goleira ao TMC. “Meu pai jogou na base de alguns clubes. Meu irmão é profissional de futsal na Espanha. Minha mãe joga regionais.”

“Minha mãe sempre foi do futsal e meu irmão também. Meu pai sempre foi do campo e eu segui com ele. Eles não queriam que eu e meu irmão não fossemos goleiros. Eles sempre falavam que era uma posição ingrata, a que mais treina e a mais prejudicada, mas sempre apoiaram“, também comentou.

Após a passagem brilhante pelo Inter, a jogadora acertou com o Flamengo. Porém, não repetiu o mesmo destaque por lá. Assim, retornou para Porto Alegre, assumiu a camisa 1 e assinou com o Colorado até dezembro de 2026.

As expectativas são sempre as melhores. Fiquei muito feliz quando soube da proposta de voltar para cá. Aqui estou em casa, me sinto bem por tudo que construí no clube. Meu coração ficou em paz quando decidi voltar para o Inter. O Inter montou elenco, um time compeititivo. Vamos brigar pelas melhores coisas esse ano”, projetou a jogadora.

Em 2026, o Internacional vai disputar os Campeonatos Gaúcho e Brasileiro e a Copa do Brasil. Além de Barbieri, o elenco colorado conta com Bárbara, Mari Ribeiro e Tainá.

Confira na íntegra o Link TMC desta sexta-feira (06/03)

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