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“A Cidade é Sua”: Especial Semana da Mulher destaca liderança feminina e inspiração

Programa apresenta uma série de entrevistas exclusivas focadas no protagonismo feminino em setores historicamente dominados por homens

Por Redação TMC | Atualizado em
As mulheres entrevistadas para o programa "A Cidade é Sua" em homenagem ao Dia da Mulher
Câmera Fotográfica As mulheres entrevistadas para o programa "A Cidade é Sua" em homenagem ao Dia da Mulher

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o programa “A Cidade é Sua”, da rádio TMC, apresenta uma série de entrevistas exclusivas focadas no protagonismo feminino em setores historicamente dominados por homens.

Nesta edição especial, o programa ouviu mulheres que estão a frente do esporte, do transporte público de São Paulo, do serviço de TI e Telecomunicações e do empreendedorismo.

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As convidadas compartilharam trajetórias marcadas pela quebra de estereótipos, os desafios de liderar em ambientes masculinos e a importância da rede de apoio familiar para consolidar carreiras de sucesso. Confira:

Dora Varela: “O skate não é mais um esporte masculino”

Atualmente disputando o Mundial e em seu terceiro ciclo olímpico, a atleta de skate Dora Varela relembrou o início da carreira, aos 10 anos, quando frequentemente era a única menina nas pistas.

“Tem muito que ainda pode acontecer no skate feminino para chegar no lugar que ele merece, mas a gente já evoluiu muito. O skate não é mais um esporte masculino, com certeza. As meninas estão evoluindo muito rápido, conquistando seu espaço, trazendo muitos resultados e muita visibilidade para esse esporte”.

Thaís Resche: Coragem para transformar a Serralheria

Vinda do mercado financeiro, Thaís Resche assumiu o comando da serralheria do pai em um momento crítico de quase falência.

Em poucos meses, ela quadruplicou o faturamento e hoje foca no mercado de alto padrão, superando o desafio diário de liderar uma produção composta exclusivamente por homens.

“Foi extremamente desafiador, porque a realidade do serralheiro é masculina. Muitos arquitetos tiveram dificuldade em confiar que uma mulher à frente de um negócio poderia resultar em um bom trabalho”.

Ela conta que conseguiu superar o preconceito pela competência: “Eu tive que assumir uma postura mais firme para liderar, mas as pessoas acabaram comprando a minha briga quando viram o resultado. Eu acho que a gente precisa ter disposição e a mulher é naturalmente muito disposta”, contou Thaís.

Mobilidade Urbana: Mulheres no Comando dos Trilhos e Volantes

A reportagem de Luísa Mutoni no Cidade é Sua revelou que o transporte público de São Paulo, um setor vital para a economia, conta com uma força feminina crescente e determinada.

Na CPTM, Marta Menezes e Viviane do Nascimento operam o trem da Linha 7-Esmeralda e o da Linha 5-Lilás do metrô. Marta conta que o início do trabalho foi difícil: “Foi bem desafiador no início porque é uma área totalmente diferente. O pessoal falava: ‘Mulher maquinista? Eu só vejo homem’. Mas as mulheres começaram a tomar a frente”.

Já no Metrô, Viviane do Nascimento destaca que a dedicação foi determinante para que ela chegasse no cargo que ela desejava: “eu me capacitei, eu estudei, eu lutei para isso, então para mim é uma honra e é uma felicidade enorme poder fazer esse trabalho”.

A líder do pelotão da Linha 5 Gláucia Pereira trabalha no combate ao assédio, acolhimento e orientação às passageiras em situações de vulnerabilidade. Ela destaca que a presença feminina humaniza o atendimento e oferece segurança às passageiras: “As mulheres são muito guerreiras e fortes. E dentro aqui do metrô, elas contam com outras mulherheres para apoiar elas. E é o que a gente faz aqui. A gente está por elas”.

Nas ruas, Rosa Maria Ferreira, motorista de ônibus há 20 anos, simboliza a evolução do setor: “Quando comecei como motorista de ônibus, tinha passageiro que, quando olhava que era mulher, não entrava. Hoje eles aceitam mais porque o mundo evoluiu”

Tecnologia e Inovação: A Luta contra o “Arquétipo Masculino”

Com mais de 20 anos de experiência em TI e Telecomunicações, Fabiana Falcone trouxe um relato emocionante sobre as barreiras invisíveis do mercado corporativo. Ela relembrou episódios de preconceito, como uma demissão logo após a licença-maternidade, e defendeu que a liderança feminina traz uma “cura” para os ambientes de trabalho tóxicos herdados de modelos industriais rígidos.

“O mercado de tecnologia ainda é muito difícil para a mulher. Por muito tempo, para atingir a liderança, você precisava ter um arquétipo masculino; se não fosse ‘brava’, não podia ser líder”.

Ela destaca algumas qualidades que tornam as mulheres líderes melhores: “A mulher é naturalmente mais atenta à escuta e mais empática, o que colabora para uma performance melhor. Hoje, tenho o privilégio de escolher onde quero estar e trabalho para impactar o setor, sem o medo de perder a posição por ser quem eu sou”.

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