Trump diz que recusa da Otan em ajudar no Irã é um “erro muito tolo”

Na mesma entrevista, o presidente americano também disse adiou a viagem a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping

Por Redação TMC | Atualizado em
Donald Trump fala aos jornalistas no Salão Oval.
(Foto: Evan Vucci/Reuters)

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira (17/03) que os Estados Unidos foram informados pela maioria de seus aliados da Otan que não queriam se envolver na operação militar no Irã, uma medida que ele descreveu como um “erro muito tolo”.

Em um evento no Salão Oval, Trump disse que os países da Otan eram favoráveis à guerra conjunta entre EUA e Israel, que já entrou em sua terceira semana, mesmo que não quisessem se envolver.

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“Acho que a Otan está cometendo um erro muito tolo”, disse Trump. “Todos concordam conosco, mas não querem ajudar. E nós, como Estados Unidos, temos que nos lembrar disso porque achamos que é muito chocante”, acrescentou.

Trump pediu ajuda para policiar o Estreito de Ormuz depois que o Irã respondeu aos ataques norte-americanos e israelenses usando drones, mísseis e minas para fechar efetivamente o canal para os navios-tanque.

Mas vários aliados dos EUA disseram na segunda-feira que não tinham planos imediatos de enviar navios para ajudar a desbloquear o estreito, efetivamente rejeitando o apelo de Trump por apoio militar.

Mais cedo nesta terça-feira, Trump escreveu no Truth Social que “devido ao fato de termos tido tanto sucesso militar, não ‘precisamos’ ou desejamos mais a ajuda dos países da Otan – NUNCA PRECISAMOS!” Ele destacou o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul.

Presidente americano adia viagem à China

Trump também disse nesta terça que está adiando a viagem a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, conforme a guerra com o Irã afeta a política externa dos EUA e atrasa o esforço para aliviar as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

“Estamos redefinindo a reunião… Estamos trabalhando com a China. Eles estavam de acordo”, disse Trump.

Ele viajaria a Pequim de 31 de março a 2 de abril para a primeira visita ao país em seu segundo mandato. A viagem agora será realizada em cerca de cinco ou seis semanas, disse Trump.

A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O adiamento da visita aumenta a incerteza tanto para os mercados quanto para a diplomacia, já que a guerra com o Irã elevou os preços do petróleo, ameaçou a navegação pelo Estreito de Ormuz e aumentou o foco dos investidores na segurança energética.

O atraso também deixará de lado as negociações para amenizar os atritos comerciais entre Washington e Pequim em relação a Taiwan, tarifas, chips de computador, drogas ilegais, terras raras e agricultura – cada uma delas uma questão de tensões às vezes amargas.

Por Reuters

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