Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira (20/03) a suspensão temporária de sanções comerciais sobre o petróleo do Irã, com o objetivo de conter a forte alta dos preços internacionais da commodity.
A decisão ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado no fim de fevereiro, e contraria a política de “pressão máxima” defendida pelo presidente Donald Trump. A medida pode permitir que parte do petróleo iraniano volte ao mercado global, mesmo com restrições.Alta do petróleo pressiona decisão.
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O preço do barril de petróleo fechou a sexta-feira cotado a US$ 112, acumulando alta de 54% desde o início do conflito. A valorização está ligada ao aumento das tensões após ações militares envolvendo EUA e Israel contra o Irã.
Segundo o jornal The Washington Post, a ordem para flexibilizar as sanções partiu diretamente de Trump. A liberação atinge cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano que já estavam carregados em navios.
Medida é temporária e limitada
De acordo com o Departamento do Tesouro, a autorização é pontual e válida até 19/04, permitindo apenas a comercialização do petróleo que já está em trânsito.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a medida deve aumentar rapidamente a oferta global de energia.
“A liberação temporária permitirá que cerca de 140 milhões de barris entrem no mercado, ajudando a aliviar pressões sobre o fornecimento”, declarou.
Ele ressaltou que a autorização não inclui nova produção nem novos contratos, sendo restrita ao petróleo já embarcado.
Segundo Bessent, os navios petroleiros já estavam a caminho da China no momento do anúncio. O governo americano afirma que, mesmo com a liberação, o Irã terá dificuldade para acessar os recursos financeiros obtidos com as vendas.
“Os EUA continuarão a manter a pressão máxima sobre o Irã e seu acesso ao sistema financeiro internacional”, disse o secretário.
Restrições geográficas
A autorização estabelece limites para o destino do petróleo. Não será permitido o envio para Cuba, Coreia do Norte ou Crimeia, região ligada ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
Por outro lado, a entrada do petróleo iraniano nos próprios Estados Unidos está autorizada.




