O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu neste sábado (21/03) uma “cessação imediata” do que classificou como agressão de EUA e Israel, como forma de encerrar a guerra e conter a escalada do conflito no Oriente Médio. A declaração foi divulgada pela embaixada iraniana na Índia em publicação na rede X.
A fala ocorreu após conversa telefônica com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, realizada mais cedo.
Durante o diálogo, Pezeshkian afirmou que é necessário estabelecer garantias para evitar novos episódios de agressão no futuro. Ele também defendeu que o Brics atue de forma independente para impedir ações contra o Irã.
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Além disso, o presidente iraniano propôs a criação de uma estrutura de segurança regional formada por países da Ásia Ocidental, com o objetivo de assegurar a paz sem interferência externa.
Em publicação separada no X, Modi informou que condenou ataques à infraestrutura crítica no Oriente Médio durante a conversa. O premiê indiano também ressaltou a importância de preservar a liberdade de navegação e manter rotas marítimas abertas e seguras.
Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brics passou por uma expansão histórica recentemente, passando a incluir oficialmente países como Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e o próprio Irã. O bloco busca consolidar uma alternativa à hegemonia do G7 e das instituições financeiras tradicionais, focando na cooperação econômica e política entre as principais economias emergentes do Sul Global.
Dentro deste cenário, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem mantido uma postura de diálogo pragmático e defesa do multilateralismo. O Brasil foi um dos articuladores da entrada do Irã no grupo, refletindo a visão de Lula de que a inclusão de atores regionais de peso é essencial para a estabilidade global.
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Embora o presidente brasileiro condene violações de direitos humanos, ele mantém uma relação diplomática de proximidade com Teerã, priorizando a mediação de conflitos e a construção de um polo de poder menos dependente das diretrizes de Washington.
*Com informações da Reuters




