Um jato CRJ-900 da Air Canada Express bateu em um caminhão de bombeiros no aeroporto LaGuardia, em Nova York. O acidente aconteceu por volta das 23h40 de domingo (22/03) e matou o piloto e o co-piloto da aeronave. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) suspendeu todas as operações no aeroporto. A previsão é que o terminal permaneça fechado até o fim da tarde desta segunda-feira (23/03).
A colisão na pista do aeroporto deixou 41 feridos. Entre os feridos estão os dois funcionários que estavam no caminhão de bombeiros. O veículo pertencia à autoridade portuária do aeroporto LaGuardia. O caminhão havia solicitado permissão para cruzar a pista antes da batida. O site de monitoramento Live ATC divulgou um áudio da torre de comando relacionado ao acidente.
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O aeroporto LaGuardia é o terceiro maior de Nova York. Após a colisão, a FAA cancelou as operações do terminal. O site do LaGuardia indicou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.
O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. A aeronave transportava 72 passageiros e quatro tripulantes. O voo partiu do Aeroporto Internacional Montréal-Pierre Elliott Trudeau, o principal aeroporto que atende Montreal, no Canadá.
Segundo informações do Flightradar24, a aeronave atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h. De acordo com a mesma fonte, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o nariz da aeronave levantado e danificado.
Falta de pessoal impacta aeroportos nos EUA
Os aeroportos dos Estados Unidos sofrem há meses com número reduzido de funcionários. Não há confirmação da ligação entre a falta de pessoal e o acidente envolvendo a aeronave CRJ-900.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (22) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) vão atuar em aeroportos do país a partir desta segunda-feira (23). Os agentes vão ajudar funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA).
“Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram no trabalho”, disse Trump em uma publicação no Truth Social no domingo.
Trump já havia feito essa ameaça no sábado. A declaração ocorreu após senadores democratas não aprovarem o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna.
O Senado dos Estados Unidos vetou na sexta-feira (20) o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna. O veto resultou no congelamento das verbas. Muitos funcionários de segurança aeroportuária pararam de trabalhar porque não estão recebendo salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos dos Estados Unidos neste sábado.
A grande maioria dos funcionários da TSA é considerada essencial. Eles continuam trabalhando durante a suspensão do financiamento, mas sem receber salário. Muitos deles têm faltado, alegando motivos de saúde diante da falta de salários.
Os democratas exigem mudanças nas práticas do ICE. A exigência ocorre após a onda de protestos por conta das mortes de dois cidadãos norte-americanos, Renée Good e Alex Pretti, por agentes de imigração em Minnesota.
Os democratas exigem uma série de mudanças políticas dentro do projeto de orçamento do ICE. Entre as exigências está a obrigatoriedade de que os agentes do ICE obtenham um mandado judicial antes de entrar à força em residências. Eles também buscam exigir que os agentes usem informações de identificação em seus uniformes. Outra exigência é proibir o uso de máscaras.
“O povo americano já não aguenta mais essa agência descontrolada. Precisamos controlá-la. E estamos negociando agora como fazer isso”, disse a senadora Patty Murray, principal democrata na Comissão de Orçamento do Senado.
O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças. Entre elas estão o uso ampliado de câmeras corporais, com exceção para operações secretas. Outra mudança é a limitação das atividades de fiscalização civil em locais sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto.
Os republicanos também observam que Trump demitiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. O presidente colocou Tom Homan no comando das operações em Minneapolis. As mudanças, segundo eles, demonstram a intenção do governo de promover mudanças nas operações do ICE.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que apresentaria uma medida alternativa ainda neste sábado (21). A medida visa financiar apenas a Administração de Segurança de Transporte (TSA). A TSA inspeciona passageiros e bagagens em busca de itens perigosos.
Os esforços para resolver o impasse se intensificaram na sexta-feira (20). Tom Homan, responsável pelo patrulhamento das fronteiras, também conhecido como “czar da fronteira”, reuniu-se pelo segundo dia consecutivo com um grupo bipartidário de senadores.
O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, disse que vê “espaço para um acordo”.
O Congresso deve entrar em um recesso prolongado no fim de março por conta da pausa de duas semanas de primavera. Thune ameaçou manter os senadores em Washington caso o impasse não seja resolvido. “Não consigo imaginar que entremos em recesso se o governo continuar paralisado”, disse Thune.




