O Chile, anunciou nesta terça-feira (24/03) que estava retirando seu apoio à candidatura da ex-presidente Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas, antes da eleição que decidirá seu líder para um mandato de cinco anos a partir de 2027.
O Secretário-Geral da ONU é a principal liderança administrativa e diplomática das ONU. Desde janeiro de 2017, o cargo é ocupado por António Guterres, ex-primeiro-ministro português, que exerce seu segundo e último mandato (2022-2026).
A retirada do apoio do Chile ocorre semanas após a posse do presidente José Antonio Kast, marcando a mudança mais acentuada do país sul-americano para a direita em décadas.
Bachelet havia sido indicada pela administração do ex-presidente do Chile Gabriel Boric (2022-2026), em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também do governo do México.
Kast criticou repetidamente o mandato de Bachelet como presidente e disse que seu antecessor de esquerda Gabriel Boric “cometeu um erro” ao apoiar sua indicação, juntamente com o Brasil e o México, para a liderança da ONU.
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A médica e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet era considerada uma das favoritas na disputa. Primeira mulher chefe de Estado do Chile e duas vezes presidente, ela atuou como alta comissária da ONU para direitos humanos de 2018 a 2022 e diretora executiva da ONU Mulheres de 2010 a 2013.
“Chegamos à conclusão de que, dada a eleição, os vários candidatos de países da América Latina e as diferenças com alguns dos atores que definem esse processo, essa candidatura e seu eventual sucesso são inviáveis”, disse o Ministério das Relações Exteriores do Chile em um comunicado.
O ministério acrescentou que se absteria de apoiar qualquer candidato no processo eleitoral.
Com informações da Reuters




