Somente mulheres biológicas, determinadas por triagem genética, poderão disputar Jogos Olímpicos, diz COI

As novas regras não têm poder retroativo e não têm impacto sobre os esportes de base ou amadores

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: REUTERS/Denis Balibouse)

Somente atletas mulheres biológicas, cujo gênero será determinado por um teste genético de triagem, poderão participar de eventos da categoria feminina nos Jogos Olímpicos a partir de agora, informou o Comitê Olímpico Internacional na quinta-feira (26/03).

O COI revelou sua nova política sobre a proteção da categoria feminina como parte de iniciativa de ter uma regra universal para atletas em esportes de elite femininos após anos de regulamentação fragmentada que levou a algumas grandes controvérsias.

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O COI disse que, a partir de agora, todas as atletas que quiserem se classificar ou participar de eventos da categoria feminina nos Jogos serão submetidas a um teste do gene SRY para determinar sua elegibilidade.

“Com base em evidências científicas, o COI considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que um atleta passou pelo desenvolvimento do sexo masculino”, disse o COI em um comunicado.

O COI há muito tempo se recusava a aplicar qualquer regra universal sobre a participação de transgêneros nas Olimpíadas e, em 2021, instruiu as federações internacionais a criarem suas próprias diretrizes.

A nova presidente do COI, Kirsty Coventry, fez uma reviravolta imediatamente após assumir o cargo em junho do ano passado, dizendo que sua organização assumiria a liderança para uma abordagem uniforme.

“Nos Jogos Olímpicos, até mesmo as menores margens podem ser a diferença entre a vitória e a derrota”, disse Coventry no comunicado. “Portanto, está absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso simplesmente não seria seguro.”

As novas regras não têm poder retroativo e não têm impacto sobre os esportes de base ou amadores.

Até esta quinta-feira (26/03), atletas transgêneros tinham permissão para participar das Olimpíadas, uma vez liberados por suas respectivas federações.

Apenas um pequeno número de atletas abertamente transgêneros participou dos Jogos. Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, tornou-se a primeira atleta abertamente transgênero a competir em uma categoria de gênero diferente daquela designada no nascimento, quando a levantadora de peso participou das Olimpíadas de Tóquio em 2021.

O presidente dos EUA, Donald Trump, proibiu no ano passado atletas transgêneros de competir em eventos escolares, universitários e profissionais na categoria feminina nos Estados Unidos, enquanto Los Angeles se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de 2028.

Trump, que assinou a ordem “Mantendo os homens fora dos esportes femininos” em fevereiro de 2025, disse que não permitiria que atletas transgêneros competissem nos Jogos de Los Angeles.

Por Reuters

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