Empresário morto em Interlagos: polícia apreende celular de segurança e ouve depoimentos

DHPP cumpre mandado de busca e apreende celular de suspeito que trabalhava no autódromo no dia do desaparecimento de Adalberto Amarílio dos Santos Júnior

Por Redação TMC | Atualizado em
O empresário Adalberto Amarílio dos Santos Júnior, encontrado morto em junho de 2025 em Interlagos
(Foto: Adalberto Junior via Facebook)

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conduziu um homem para prestar depoimento nesta quinta-feira (26/03) sobre o assassinato do empresário Adalberto Amarílio dos Santos, em junho do ano passado. O suspeito trabalhava como segurança no Autódromo de Interlagos no dia em que a vítima desapareceu. O corpo de Adalberto foi localizado em 3 de junho de 2025 dentro de um buraco próximo ao kartódromo da região, na zona sul de São Paulo.

A Polícia Civil executou mandado de busca e apreensão durante a manhã de quinta-feira. O aparelho celular do segurança foi apreendido durante a operação. Outros mandados devem ser cumpridos ao longo do dia. A equipe do DHPP não forneceu informações adicionais sobre a condução.

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As diligências integram as investigações sobre a morte do empresário. A polícia trabalha com a hipótese de que um segurança do evento teria cometido o crime. Nada havia sido esclarecido até a condução do suspeito.

Desaparecimento e descoberta do corpo

Adalberto desapareceu em 30 de maio de 2025 após participar de um evento de motocicletas no Autódromo de Interlagos. O empresário ficou desaparecido por quatro dias.

O corpo foi encontrado dentro de um vão de uma obra realizada próximo ao Kartódromo de Interlagos. O carro de Adalberto estava estacionado no local. O vão tinha 2 metros de profundidade e 40 centímetros de diâmetro.

O empresário estava no buraco com um capacete “colocado” na cabeça e as mãos para cima. Ele vestia apenas uma jaqueta e a cueca. O cadáver apresentava muita terra no rosto e nas mãos.

Segundo a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o cadáver não apresentava lesões aparentes, vestígios de sangue, ferimentos ou fraturas.

Cronologia do dia do desaparecimento

Adalberto e um amigo participaram de test drives de motocicletas entre 14h30 e 17h no dia 30 de maio. Às 17h15, os dois compareceram a uma ativação de motocross dentro do evento. Às 19h45, foram assistir ao show do cantor Matuê.

O show terminou às 21h. Os dois se despediram às 21h15. O amigo deixou o Autódromo de Interlagos às 22h30. Ele chegou em casa às 23h e adormeceu.

Por volta das 2h de sábado (31/05), o amigo recebeu uma mensagem da esposa do empresário perguntando sobre o paradeiro do marido.

Adalberto e o amigo mantinham o mesmo interesse por motocicletas. Eles participavam de um grupo de WhatsApp chamado “Renatinha Motoqueirinha”. No grupo, organizavam passeios e conversavam diariamente.

Durante o evento, os dois tomaram café em um dos quiosques. O empresário sugeriu que os dois tomassem uma cerveja. Eles beberam cerca de oito cervejas.

Durante a apresentação do cantor Matuê, Adalberto e o amigo teriam usado maconha. A substância foi adquirida de estranhos no local pelo próprio empresário.

Conforme o depoimento, Adalberto estava alcoolizado e alterado. A combinação da maconha com a cerveja o deixou “mais agitado que o normal”. Não houve brigas, desentendimentos ou qualquer outra situação que pudesse trazer problemas, relatou o amigo.

Adalberto alegou que precisava ir embora para jantar com a esposa. O amigo permaneceu no evento. Ele comeu um hambúrguer e tomou refrigerante.

No domingo (01/06), dia seguinte ao desaparecimento de Adalberto, o amigo que prestou depoimento foi abordado por quatro indivíduos armados. Os criminosos estavam em duas motos. A motocicleta do amigo foi roubada. O celular e o capacete dele também foram levados.

Os aparelhos celulares apreendidos serão periciados. Novos depoimentos serão coletados como parte das investigações.

Em nota, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa confirmou que cumpriu mandados de busca e apreensão como parte das diligências referentes à morte de um empresário, ocorrida em junho de 2025. “Foram apreendidos aparelhos celulares, que serão periciados. A polícia também ouviu testemunhas na sede do DHPP. Até o momento, não houve prisões. As investigações prosseguem”, informou o departamento.

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