Lula fala sobre gastos com pets e faz piada com China durante inauguração de fábrica

Presidente afirma que chineses não devem ter “problema” de gostar muito de cachorros como brasileiros, em evento da Caoa Changan em Anápolis

Por Redação TMC | Atualizado em
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à fábrica da CAOA. (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a China “não deve ter” o “problema” de a população gostar muito de cachorros como no Brasil. A declaração foi feita nesta quinta-feira (26/3) durante a inauguração de uma linha de produção da montadora Caoa em parceria com a fabricante chinesa Changan, em Anápolis (GO). O comentário gerou risos entre os presentes no auditório.

Lula dirigiu-se diretamente ao presidente do conselho da empresa chinesa, Zhu Huarong. “Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro”, disse o presidente. A fala ocorreu em um contexto de discussão sobre o orçamento doméstico das famílias brasileiras e os custos com cuidados veterinários, banhos e outros serviços para animais de estimação.

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Mudanças nos cuidados com animais ao longo das décadas

O presidente compartilhou experiências pessoais para ilustrar as transformações nos hábitos brasileiros. Lula mencionou que teve cachorros durante toda a vida e que atualmente possui três cadelas chamadas Resistência, Paris e Esperança.

“Só para vocês terem ideia, quando eu casei com a Marisa, eu fui morar em uma casa de 33 metros quadrados. Eu, a mãe da Marisa, a Marisa, três filhos e duas cachorras. Eu tive uma dálmata que teve 11 filhotes, e tinha que dar mamadeira para os filhotes porque as tetinhas dela não davam para amamentar tudo. Eu levantava de noite para dar”, declarou.

O petista contrastou os hábitos atuais com práticas do passado. Antigamente era comum alimentar cachorros com restos de comida e mantê-los em áreas externas das residências.

“Mas, agora, quem tem um cachorrinho, cara, tem que levar no dentista para cuidar da boca dele. Ninguém aceita que a gente dê mais resto de comida. Era fácil pegar resto da comida, colocar para o cachorro lá fora. Não, agora não. Agora, os cachorrinhos querem dormir com a gente. Querem dormir na cama e tem que estar limpinhos. Tem que dar banho uma vez por semana, uma vez por mês. Você tem que levar ele no veterinário”, continuou.

Preocupação com endividamento das famílias

O presidente utilizou o exemplo dos gastos com animais domésticos para abordar o comprometimento financeiro das famílias brasileiras. Lula atribuiu o endividamento a diversos fatores que impactam o orçamento doméstico. Entre eles, citou pequenas compras realizadas por meio de cartão de crédito e transferências via Pix em plataformas digitais.

“E tudo isso vai aumentando, sabe… é um sequestro do nosso salário. E a gente só se dá conta no final do mês”, completou. O presidente informou que solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que desenvolva estudos para encontrar soluções para o endividamento das famílias brasileiras.

Lula também criticou os efeitos da guerra envolvendo o Irã sobre os preços praticados no Brasil. Segundo o presidente, o conflito internacional tem impactado especialmente os valores dos alimentos no mercado doméstico. O petista direcionou críticas a distribuidoras e postos de combustíveis. Conforme Lula, esses estabelecimentos estariam utilizando o conflito internacional como justificativa para elevar preços sem que haja razão concreta para tais aumentos.

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