Jamil Chade
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Nome de referência no jornalismo internacional, Jamil Chade é jornalista e escritor, com vasta experiência em coberturas globais. Como correspondente internacional, analisa as forças que regem a política mundial, com foco especial nas Nações Unidas e nos temas urgentes que definem as relações entre as grandes potências.

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Brasil alerta para erosão das leis internacionais em fórum da ONU

Mauro Vieira cobra reforma do sistema global para evitar ‘lei da selva’

Por Jamil Chade | Atualizado em
Diante da escalada, o chanceler brasileiro Mauro Vieira conversou por telefone com Abdullah bin Zayed Al Nahyan, ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O chanceler brasileiro Mauro Vieira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos e Israel de cometer genocídio durante a guerra e pediu que a ONU condene os dois países pelo ataque à escola em Minab, que matou cerca de 175 pessoas, entre alunos e professores. A acusação de Araqchi ocorreu em fala ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta sexta-feira (27).

Em apoio a esta declaração, o embaixador do Brasil, Tovar Nunes da Silva, disse que o Brasil condena esses ataques contra essa escola, e diz que foi uma séria violação de direitos humanos e do direito humanitário internacional.

Mas ele faz um alerta sobre a erosão do multilateralismo. O embaixador do Brasil, Tovar Nunes da Silva, disse que o Brasil condena esses ataques contra essa escola, e diz que foi uma séria violação de direitos humanos e do direito humanitário internacional.

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Mas ele faz um alerta que é a erosão do multilateralismo. Ou seja, a erosão das instituições internacionais, essas que colocam regras sobre como os países devem lidar não só com guerras, mas também entre si.

Na quinta-feira, em uma reunião importante do GT na França. É a reunião que prepara a cúpula dos chefes de estado do G7, da qual o presidente Lula vai ser convidado justamente para participar em Évian, na França, dessa cúpula em junho.

Mas o que nós tivemos foi em primeiro lugar, Mauro Vieira, chanceler brasileiro afirmando que é necessário fazer uma reformar nesse sistema, ou ele acaba.

Acabar com um sistema de regras significa o quê? Voltar a uma espécie de lei da selva. Na lei da selva tem um vencedor sempre, que é aquele que tem mais força. Não somos nós.

Então, para o Brasil e para vários outros países europeus, é interessante a volta das leis. Por isso que o Brasil, de uma forma muito insistente, fala sobre isso nas reuniões internacionais, é justamente um apelo para que as leis voltem a existir.

Essa é a nossa única proteção. Nós não temos bomba atômica, nós não temos nem interesse em ter bomba atômica. Portanto, a o nosso único escudo de fato são as leis internacionais.

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