Max Verstappen, tetracampeão mundial de Fórmula 1, avalia encerrar sua carreira quando a temporada 2026 terminar. O jornal holandês “De Telegraaf” divulgou neste domingo (29/03) que o piloto da Red Bull questiona pela primeira vez de forma aberta seu futuro na categoria. A reflexão acontece após uma sequência de três resultados consecutivos fora do Top 5.
O holandês de 28 anos registrou um sexto lugar, um abandono e uma oitava colocação no Japão nas três primeiras corridas do ano. Essa série representa a primeira vez que Verstappen fica fora das cinco primeiras posições em três corridas seguidas desde 2017. Naquele ano, ele abandonou as provas no Canadá, no Azerbaijão e na Áustria.
A frustração do piloto não está centrada no desempenho técnico inferior da Red Bull em relação às equipes concorrentes. O principal motivo de insatisfação está relacionado ao regulamento atual da categoria. Verstappen já antecipava que a escuderia não seria líder no início desta temporada.
O carro RB22 apresentou comportamento imprevisível e inconsistente no Circuito de Suzuka. A equipe instalou várias peças novas no veículo para a corrida japonesa. A Red Bull enfrenta dificuldades para identificar com precisão a origem dos problemas técnicos.
Durante a prova no Japão, Verstappen não conseguiu ultrapassar Pierre Gasly, seu ex-companheiro de equipe que atualmente corre pela Alpine. “Principalmente aqui neste circuito, com duas retas próximas, era quase impossível ultrapassar. Se você conseguisse, a bateria descarregaria de novo e você estaria fora da disputa”, afirmou o piloto.
O holandês também criticou o sistema de classificação. “Na classificação, você não pode ir com tudo. Para fazer uma volta rápida, você precisa ir mais devagar nas curvas. Não deveria ser assim”, declarou.
Verstappen chegou à Fórmula 1 aos 17 anos. Seu contrato com a Red Bull se estende até 2028. A possibilidade de se aposentar após este ano é cogitada pelo piloto, apesar do vínculo contratual vigente.
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“Como me motivar neste momento? Essa é uma pergunta válida. Todas as manhãs, quando acordo, me convenço a tentar novamente”, revelou o tetracampeão.
O piloto espera grandes mudanças para 2027 para avaliar se compensa continuar na Fórmula 1. Caso essas alterações aconteçam, a Red Bull tentará convencer o holandês de que a equipe ainda é o lugar certo para ele.
Ao abordar questões de regulamento, Verstappen declarou: “Talvez devêssemos usar o termo segurança com mais frequência. Quando se trata de segurança, as regras podem ser ajustadas rapidamente.” A declaração faz referência ao grave acidente de Oliver Bearman, da Haas, que enfrentou uma enorme diferença de velocidade com Franco Colapinto, da Alpine, à sua frente no Circuito de Suzuka.
Verstappen não é o único piloto crítico das regras atuais. Na opinião de alguns competidores, as ultrapassagens muitas vezes parecem artificiais. É mais frequente um carro ultrapassar o rival à frente apenas para ser superado novamente alguns segundos depois.
A próxima etapa do campeonato está programada para o início de maio, nos Estados Unidos. A Red Bull terá tempo para investigar os maiores problemas do carro até a corrida americana.
O regulamento atual prevê que metade da potência dos motores venha dos componentes elétricos. Verstappen deve refletir nas próximas semanas sobre sua própria carreira.




