O São Paulo fechou o empréstimo do atacante Artur junto ao Botafogo com um modelo de pagamento salarial vinculado ao desempenho do jogador. O clube paulista arcará com 60% dos vencimentos do atleta. Os 40% restantes podem ser pagos ao final da temporada por meio de uma “cláusula de reembolso” atrelada ao número de partidas disputadas.
O acordo foi concluído no último dia da janela de transferências no Brasil, conforme informações inicialmente divulgadas por Valentin Furlan, no UOL. O contrato inclui opção de compra de 60% dos direitos econômicos do atacante por 6 milhões de euros, valor equivalente a R$ 36,4 milhões na cotação atual.
Gatilhos de pagamento vinculados ao aproveitamento
O mecanismo de reembolso estabelece dois gatilhos financeiros baseados na participação de Artur nas partidas até dezembro. O primeiro prevê pagamento de R$ 1,3 milhão ao Botafogo se o atacante atuar entre 50% e 64% dos jogos. Esse valor corresponde a 20% da remuneração anual do atleta.
O segundo gatilho eleva a compensação para R$ 2,7 milhões caso Artur dispute 65% ou mais das partidas no período. Esse montante equivale aos 40% restantes do salário do jogador.
Direito de preferência em caso de oferta externa
O contrato garante ao São Paulo prioridade na aquisição definitiva do atacante se o Botafogo receber proposta de clube estrangeiro durante o ano. O Tricolor pode igualar ofertas inferiores a 6 milhões de euros. Se a proposta externa superar esse valor, o clube paulista paga exatamente 6 milhões de euros, independentemente do montante oferecido pela agremiação interessada.
As partes avaliam a possibilidade de abater valores de uma eventual compra do zagueiro Nahuel Ferraresi, emprestado pelo São Paulo ao Botafogo até o fim da temporada. Existe também a alternativa de descontar uma dívida antiga relacionada ao goleiro Lucas Perri.




