A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), aparecem tecnicamente empatados na corrida por duas cadeiras ao Senado em São Paulo nas eleições deste ano.
Levantamento divulgado nesta terça-feira (31/03) pela pesquisa Atlas/Estadão mostra os três candidatos na liderança quando se consolida os dois votos que cada eleitor pode depositar para o cargo.
O estudo ouviu 2.254 eleitores paulistas entre os dias 24 e 27 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01079/2026.
Simone Tebet alcança 22,6% das intenções de voto no consolidado que considera os dois votos de cada eleitor. Guilherme Derrite registra 22%. Marina Silva soma 19,6%. A margem de erro configura empate técnico triplo entre os nomes.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), aparece em quarto lugar com 14,8%. O deputado federal Ricardo Salles (Novo) marca 11,1%. Paulinho da Força (Solidariedade) obtém 0,5%.
Brancos e nulos representam 6,7% do eleitorado consultado. Outros 2,8% dos eleitores não souberam responder.
Simone Tebet se filiou ao PSB na sexta-feira (27/03). A ministra desistiu de concorrer no Mato Grosso do Sul devido às dificuldades enfrentadas pela esquerda naquele Estado.
A escolha por São Paulo busca reforçar a chapa de Fernando Haddad (PT) no maior colégio eleitoral do País. A decisão também se baseou no desempenho positivo que Tebet obteve em território paulista durante a disputa presidencial de 2022. Ela terminou em terceiro lugar naquela eleição.
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Guilherme Derrite é o único nome já confirmado pela direita bolsonarista. O deputado federal ganhou projeção ao comandar a Secretaria de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Marina Silva negocia transferência da Rede para o PT. A mudança se deve a disputas internas no partido que ajudou a fundar. O nome dela ainda não foi oficialmente anunciado como pré-candidatura.
Para participar da disputa, Marina precisa deixar o Ministério do Meio Ambiente até 4 de abril. Este é o prazo máximo de desincompatibilização estabelecido pela legislação eleitoral.
Ricardo Mello Araújo é um dos cotados para ocupar a segunda vaga da chapa bolsonarista. Segundo aliados, ele é o preferido de Jair Bolsonaro atualmente. O vice-prefeito disputa a indicação com diversos nomes.
O deputado federal Mário Frias busca o apoio de Eduardo Bolsonaro (PL) para se cacifar como candidato. O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PL) também disputa a vaga. O deputado estadual Gil Diniz, aliado de Eduardo Bolsonaro, mantém rusgas com o governador Tarcísio e igualmente pleiteia a indicação.
Ricardo Salles é cogitado para concorrer pelo Partido Novo. O ex-ministro de Jair Bolsonaro retornou à legenda após deixar o PL.
A pesquisa Atlas/Estadão mediu um segundo cenário hipotético. Nesta simulação, Mário Frias aparece como candidato da direita. Fernando Haddad (PT) concorre ao Senado em vez de disputar o governo, como está previsto atualmente.
Nesta configuração, o empate técnico ocorre entre Derrite, Haddad e Marina. Guilherme Derrite lidera numericamente com 22,1%. Fernando Haddad registra 21,8%. Marina Silva soma 19,7%.
Ricardo Salles alcança 12,8%. Mário Frias obtém 12,3%. Paulinho da Força marca 0,6%.
Brancos e nulos representam 8% neste cenário. Outros 2,7% dos eleitores não souberam responder.




