Tarcísio autoriza São Paulo a contrair US$ 2,7 bilhões em crédito para obras

Governador Tarcísio de Freitas sancionou lei nesta quinta-feira após aprovação da Alesp com 54 votos favoráveis e 4 contrários

Por Redação TMC | Atualizado em
Um homem de pele clara e cabelos curtos castanhos aparece em um plano fechado, falando em um microfone que está posicionado logo abaixo de seu rosto. Ele veste um paletó escuro sobre uma camisa social azul clara e gravata estampada. Sua expressão é séria e focada. O fundo está desfocado em tons de cinza e lilás.
(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) autorizou o Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (02/04), a tomar empréstimos de US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões) junto a bancos nacionais e internacionais.

Os recursos financiarão obras de infraestrutura e programas governamentais. A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a proposta na terça-feira (24/03). A votação registrou 54 votos favoráveis e 4 contrários.

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A lei 18.439, datada de 1° de abril, foi publicada no Diário Oficial. O texto formaliza a autorização para contratação de crédito. Os valores poderão ser ajustados conforme a variação cambial no momento da efetivação das operações.

A aprovação do Projeto de Lei 128/2026 contou com apoio de parlamentares da oposição. Seis deputados do PT e uma deputada do PSOL votaram a favor.

A lei autoriza empréstimos distribuídos em seis áreas. A cotação de referência é de aproximadamente R$ 5,34 por dólar.

A reestruturação da dívida estadual receberá US$ 970 milhões, equivalentes a R$ 5,179 bilhões. Esses recursos visam substituir dívidas mais caras por outras com melhores condições de pagamento.

A construção do Centro Administrativo do Governo de SP no centro da capital paulista contará com US$ 636,453 milhões, correspondentes a R$ 3,4 bilhões. O projeto concentrará o gabinete do governador e 28 secretarias na região dos Campos Elíseos. Mais de 22 mil servidores estaduais serão impactados.

A parceria público-privada terá duração de 30 anos. O investimento total estimado é de R$ 6 bilhões. O projeto inclui uso misto da área, com comércio e serviços. A restauração de 17 prédios históricos também está prevista.

O término do Rodoanel Mário Covas – Trecho Norte terá US$ 820,116 milhões, o que representa R$ 4,381 bilhões. Do total, cerca de R$ 3 bilhões correspondem à diferença entre os custos previstos inicialmente e os atualizados do projeto. Quase R$ 1 bilhão será usado para reassentamento de moradores e desocupação de áreas. R$ 380 milhões serão destinados ao projeto “Rodoanel Mais Seguro”.

As obras no Rodoanel Mário Covas – Trechos Sul e Leste poderão receber até US$ 176,370 milhões, equivalentes a R$ 942,187 milhões. Esses recursos serão aplicados em obras de acesso entre o Rodoanel Mário Covas e os municípios de Suzano e Poá. A implantação de pedágios no sistema free flow também será realizada.

O fortalecimento das Redes Regionais de Atenção à Saúde de São Paulo contará com US$ 157,404 milhões, correspondentes a R$ 840,537 milhões. Os recursos serão aplicados em infraestrutura, tecnologia e gestão. A construção de um hospital regional próximo a Itapetininga também está prevista.

O Programa de Superação da Pobreza receberá US$ 82,320 milhões, equivalentes a R$ 43,958 milhões. O programa tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade social e melhorar as condições de vida de famílias de baixa renda. O governo informou que os recursos serão incluídos no orçamento de 2027.

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Apoio da oposição

Pelo menos seis deputados estaduais do PT votaram a favor do texto: Beth Sahão, Jorge do Carmo, Eduardo Suplicy, Luiz Cláudio Marcolino, Paulo Fiorilo e Professora Bebel. Ediane Maria, do PSOL, também votou a favor.

O deputado Paulo Fiorilo, do PT, afirmou em nota que a bancada petista “sempre votou a favor de projetos que permitam investimentos, porque entende que obras e políticas públicas que beneficiam a população estão acima de disputas partidárias”; inclusive muitos projetos do governo Tarcísio só avançaram com financiamento do BNDES.

Dentro da base governista na Alesp, três deputados votaram contra a proposta: Gil Diniz (PL), Guto Zacarias (Missão) e Vitão do Cachorrão (Podemos). A deputada de oposição Andréa Werner (PSB) foi a única parlamentar fora da base governista que votou contra.

Os demais parlamentares do PSOL, Rede e do PT estavam em obstrução ao projeto. Eles não apresentaram voto em plenário.

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