A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ordenou a apreensão de três lotes falsificados de Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida indicado para diabetes tipo 2 e obesidade. A ação ocorreu nesta quinta-feira (02/04) após solicitação da Eli Lilly, fabricante do produto original. A agência também vetou a comercialização do Tirzec, caneta emagrecedora produzida no Paraguai.
A farmacêutica Eli Lilly identificou unidades do medicamento no mercado brasileiro com características diferentes do produto autêntico. As embalagens irregulares apresentavam números de série não registrados nos sistemas da empresa.
Os lotes apreendidos são: D85683 de Mounajro e D880730 e D840678 do Mounajro Kwikpen (multidose). As empresas responsáveis pela fabricação dos produtos falsificados não foram identificadas.
A Anvisa publicou a determinação no DOU (Diário Oficial da União) nesta quinta-feira (02/04). A medida proíbe a comercialização, distribuição e uso dos lotes irregulares em todo o território nacional.
O Tirzec teve venda, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos no Brasil. O produto paraguaio não possui registro na Anvisa. A fabricante da caneta emagrecedora permanece desconhecida.
Investigação de mortes suspeitas
A Anvisa investiga 65 mortes suspeitas relacionadas ao uso de medicamentos à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk), liraglutida e tirzepatida. A agência confirmou os dados em fevereiro. Os óbitos ocorreram entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025.
Os casos envolvem canetas produzidas por farmácias de manipulação e laboratórios não autorizados. Há produtos que entram no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul. Esses itens são vendidos clandestinamente.
A Eli Lilly informou que a bula do Mounjaro indica inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como reação adversa incomum. A empresa recomenda que pacientes conversem com médicos sobre os sintomas. Em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, o paciente deve informar o profissional de saúde e interromper o uso do medicamento.
A Novo Nordisk, que comercializa Ozempic, Wegovy e Saxenda, afirmou em comunicado que “embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança”.
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