Licitação no Parque Ecológico do Tietê avança projeto do maior parque linear do mundo

Trecho colocado em disputa pelo governo estadual integra plano do Parque Várzeas do Tietê, que já conta com áreas implantadas e estruturas em funcionamento

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Divulgação/Governo de SP)

A abertura de licitação pelo Governo do Estado de São Paulo para intervenções em um trecho do Parque Ecológico do Tietê representa um avanço concreto na implantação do Parque Várzeas do Tietê, considerado o maior parque linear do mundo.

Lançado em 2009, o projeto prevê a criação de um corredor verde ao longo do Rio Tietê, conectando a nascente, em Salesópolis, à Zona Leste da capital. Nesse contexto, o Parque Ecológico do Tietê é peça central da iniciativa, funcionando como base e extensão das ações previstas.

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Com alcance regional, o projeto atravessa oito municípios da Região Metropolitana de São Paulo — São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis —, reforçando seu caráter integrado e o potencial de impacto sobre milhões de moradores.

A licitação faz parte de um movimento mais amplo do governo estadual, que colocou parques urbanos em um programa de concessões à iniciativa privada. O Parque Ecológico do Tietê — incluindo o núcleo Engenheiro Goulart — está entre as áreas contempladas nesse pacote, ao lado de outras unidades da capital.

O modelo prevê a transferência da gestão, operação e manutenção desses espaços para empresas, com investimentos estimados em mais de R$ 144 milhões ao longo dos contratos e foco na modernização da infraestrutura e ampliação de serviços.

Na prática, isso significa que as áreas já existentes dentro do Parque Ecológico — que integram o projeto Várzeas do Tietê — devem passar por requalificação, novos equipamentos e melhorias na experiência dos usuários.

Embora o projeto completo ainda esteja em implantação, parte importante da estrutura já saiu do papel. Um dos exemplos é a ciclovia do Parque Várzeas do Tietê, com mais de 11 km entregues, além de núcleos de lazer como o da Vila Jacuí.

Esses espaços mostram que, mesmo de forma parcial, o parque já cumpre seu papel de requalificar áreas antes degradadas e oferecer novas opções de uso público, ao mesmo tempo em que mantém sua função ambiental de proteção das várzeas e controle de enchentes.

Entre os principais objetivos do programa estão a recuperação das várzeas do rio, o controle de enchentes e a ampliação de opções de lazer para a população.

Na prática, cada nova licitação ou concessão dentro do Parque Ecológico do Tietê acelera a implementação do Várzeas do Tietê, consolidando o projeto como um eixo estruturante de sustentabilidade urbana.

Com isso, a iniciativa não apenas viabiliza melhorias locais, mas também integra um esforço mais amplo de transformação do Rio Tietê em um corredor contínuo de mobilidade, lazer e preservação ambiental, com impacto direto na qualidade de vida de milhões de pessoas.

Leia mais: Governo de SP publica edital para conceder seis parques urbanos da capital por 30 anos

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