A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou nesta sexta-feira (3/04) a demissão do técnico Gennaro Ivan Gattuso, três dias depois de a seleção italiana perder a chance de garantir a vaga na Copa do Mundo deste ano. A decisão, segundo a FIGC, teria ocorrido em comum acordo entre as partes após nove meses de trabalho do treinador no comando da Azzurra.
A FIGC agradeceu ao treinador e à equipe técnica pelo período à frente da seleção nacional. A entidade destacou a dedicação e o empenho demonstrados pelo grupo de trabalho durante os meses em que Gattuso esteve no cargo.
O treinador explicou que a seleção não alcançou o objetivo traçado. Ele avaliou que seu ciclo como técnico da equipe nacional se encerrou. Gattuso argumentou que a rescisão permitirá à Federação iniciar as avaliações técnicas para o futuro da seleção.
Na última terça-feira, foi superada pela modesta seleção da Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Se tivesse vencido, a Itália teria se classificado para o Mundial, a ser disputado em junho e julho deste ano, nos Estados Unidos, México e Canadá.
Com a decepção, a seleção italiana perderá uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. A última disputada pela tradicional equipe europeia foi a de 2014, no Brasil.
Gattuso não foi o primeiro a perder o emprego após a dolorosa queda nas Eliminatórias. Nesta semana, também deixaram seus cargos Gabriele Gravina, então presidente da FIGC, e o ex-goleiro Gianluigi Buffon, que ocupava o posto de chefe da delegação.
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“Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim”, declarou Gattuso. “A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início. Gostaria de agradecer ao presidente Gabriele Gravina e a Gianluigi Buffon, juntamente com toda a equipe da Federação, pela confiança e apoio que sempre me demonstraram. Foi uma honra comandar a seleção, e fazê-lo com um grupo de jogadores que demonstraram comprometimento e devoção à camisa.”




