A Nasa divulgou nesta sexta-feira (03) as primeiras imagens da Terra registradas pelos astronautas da missão Artemis II, um marco simbólico e histórico que acompanha o retorno de uma missão tripulada ao espaço profundo após mais de cinco décadas. As fotografias foram capturadas logo após a cápsula Orion realizar com sucesso a manobra que a colocou em trajetória rumo à Lua.
Na noite de quinta-feira (02), a Orion executou a chamada queima de injeção translunar, etapa decisiva que retirou a espaçonave da órbita terrestre e a lançou em direção ao espaço profundo. A partir desse momento, a missão passa a seguir uma trajetória de retorno livre, utilizando a gravidade da Lua para contornar o satélite natural e regressar à Terra com segurança.
O comandante Reid Wiseman foi responsável pelos registros divulgados. Em uma das imagens, a Terra aparece parcialmente sombreada, com o continente africano visível à esquerda. O registro também revela fenômenos como auroras em dois pontos do planeta e a luz zodiacal, enquanto o Sol é parcialmente eclipsado pela Terra. Uma segunda fotografia mostra o planeta enquadrado por uma das janelas da cápsula Orion.

A missão Artemis II tem como principal objetivo testar, pela primeira vez com astronautas a bordo, os sistemas da nave em um voo de aproximadamente dez dias. Durante esse período, a tripulação realizará experimentos e validações de suporte de vida, comunicação e navegação em condições além da órbita terrestre.
A previsão é que, no dia 5 de abril, a Orion entre na esfera de influência gravitacional da Lua. Já no dia 6, a nave deve realizar seu ponto mais próximo do satélite, permitindo observação direta da superfície lunar. Nesse momento, a cápsula também passará pelo lado oculto da Lua, ficando temporariamente sem comunicação com a Terra por até 50 minutos.
O retorno está programado para 10 de abril, quando a Orion reentrará na atmosfera terrestre em alta velocidade e pousará no Oceano Pacífico, onde será resgatada.
Embora não inclua pouso lunar, a Artemis II representa um passo fundamental para futuras missões tripuladas à superfície da Lua e, posteriormente, a Marte.




