Uma mulher entrou em trabalho de parto e teve o bebê a bordo de um avião da Caribbean Airlines no sábado (04/04). O nascimento ocorreu enquanto a aeronave realizava a aproximação para pouso no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York. O voo BW005 havia partido de Kingston, na Jamaica.
A tripulação solicitou prioridade para o pouso ao controle de tráfego aéreo devido ao trabalho de parto em andamento. O piloto comunicou a situação aos controladores para garantir atendimento médico imediato após o desembarque, conforme informações divulgadas pelo UOL.
Registros de áudio do controle de tráfego aéreo captaram a comunicação entre a tripulação e os controladores. “Temos uma passageira, uma passageira grávida, que está entrando em trabalho de parto neste momento. Solicito orientação direta”, disse o piloto.
O controlador perguntou se a companhia desejava equipes médicas aguardando no portão. “Caribbean 5, entendido. E Caribbean 5, você gostaria de ter equipe médica no seu portão?”, questionou o controlador. O piloto respondeu: “Sim, senhor, obrigado”.
Durante a conversa, um operador do controle de solo fez uma brincadeira sobre o nome do bebê. “Tudo bem, diga a ela que ela tem que chamar de Kennedy”, afirmou um operador. O piloto respondeu, rindo: “Ah, Kennedy, pode deixar”.
Mãe e recém-nascido receberam atendimento de profissionais de saúde assim que a aeronave chegou ao JFK. A Caribbean Airlines divulgou nota sobre o episódio. “A companhia elogia o profissionalismo e a resposta equilibrada de sua tripulação, que conduziu a situação de acordo com procedimentos estabelecidos, garantindo a segurança e o conforto de todos a bordo”, afirmou a companhia.
A nacionalidade de um bebê que nasce em um avião pode depender do local exato do nascimento e das regras do país envolvido. O comandante deve registrar no diário de bordo dados como horário e coordenadas para auxiliar no registro em cartório após o pouso.
Em voos fora do Brasil, as regras variam. Alguns países consideram cidadã a pessoa que nasce em seu território. Nos Estados Unidos, quem nasce no território pode ser registrado como cidadão daquele país.
Não há informação pública sobre o local exato em que o bebê nasceu nem sobre como será feito o registro. A CBS News informou que não há confirmação se a mãe decidiu, de fato, chamar a criança de Kennedy.




