São Caetano do Sul restringe o Programa Tarifa Zero; saiba motivo

Com superlotação, prefeitura do município projeta limitar gratuidade e prevê arrecadar R$ 15 milhões

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Arquivo/Elisa Rodrigues/SPTrans)

Todas as pessoas que se locomovem pelos ônibus da cidade de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, têm o benefício da gratuidade das passagens. A possibilidade se dá pelo programa Tarifa Zero, que existe desde 2023. A proposta de aplicação do projeto tinha como objetivos incentivar o uso do transporte público, reduzir a poluição e estimular a economia local. Porém, acabou tomando proporções além do esperado.

Na época, a implementação teve um investimento de R$ 35 milhões, representando 1,44% do orçamento do município. Eram cerca de 20 mil passageiros por dia usando os ônibus da cidade e a Prefeitura tinha a expectativa de que esse número aumentasse em cerca de 50%.

Porém, a adesão superou a dimensão planejada. Hoje, somam 80 mil passageiros diariamente utilizando o serviço de ônibus gratuito. Um aumento de 300%.

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A professora Andrea Ferrari mora na capital paulista e trabalha em São Caetano, sendo uma das pessoas beneficiadas pelo sistema. Segundo ela, os ônibus com a Tarifa Zero permitem que os trabalhadores cheguem aos seus destinos utilizando o serviço ao sair dos trens, facilitando economicamente o deslocamento, permitindo que não tenha gastos com carros de aplicativos ou com o próprio ônibus.

Com o aumento da demanda, a qualidade do serviço caiu. As reclamações mais frequentes retratam a superlotação dos ônibus e a redução da frota do transporte público, medida adotada na tentativa de reduzir o número de passageiros.

Neste cenário, a Prefeitura de São Caetano decidiu reduzir a oferta dos ônibus gratuitos apenas para moradores da cidade. Para isso, planejam implementar um sistema que deve dependerá de cadastro digital e funcionará por meio de reconhecimento facial nos ônibus.

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Em nota, informam que o mau dimensionamento na fase de implementação resultou na queda da qualidade do serviço e que, diante das reclamações e a superlotação, decidiu pela mudança.

Com a limitação, a Prefeitura espera arrecadar R$ 15 milhões por ano com as passagens de quem não é morador. A estimativa é que a tarifa seja de até cinco reais. O órgão ainda informa que a medida servirá para “requalificar significativamente” o transporte público na cidade.

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