Corinthians x Palmeiras: entenda a confusão generalizada no clássico e saiba os próximos passos

Gabriel Paulista e Breno Bidon relatam agressão de seguranças palmeirenses, enquanto Luighi afirma ter sido agredido por funcionário corintiano na Neo Química Arena

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Ettore Chiereguini/Agif/Estadão Conteúdo)

As delegações de Corinthians e Palmeiras protagonizaram um tumulto após o apito final do clássico deste domingo (12/04), na Neo Química Arena. Os clubes apresentaram versões contraditórias sobre o episódio. Cada lado acusou o adversário de ter praticado agressões.

O incidente aconteceu na área dos vestiários da Neo Química Arena logo após o encerramento do Dérbi, que terminou em 0 a 0 pela 11ª rodada do Brasileirão. Houve relatos de confrontos físicos entre membros das comitivas dos dois times.

Segundo o delegado titular do Jecrim (Juizado Especial Criminal), César Saad, o tumulto teve início na zona mista com uma discussão entre atletas e posteriormente envolveu outras pessoas da comissão técnica dos clubes e seguranças.

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Gustavo Henrique, capitão do Corinthians, disse que o Palmeiras tentou se impor, mas os jogadores corintianos reagiram. O zagueiro negou a ocorrência de violência.

“Tiveram os seguranças, a gente chegou também, teve o ’empurra-empurra’. Tentaram se impor, mas aqui em casa quem manda somos nós, temos que nos impor. Não somos a favor da violência, somos contra, mas não somos trouxas. Não pode deixar o adversário fazer que quiser na nossa casa. Faz parte do Dérbi, é um dos maiores clássicos do mundo. Todos de cabeça quente. Não teve nenhum tipo de agressão ou violência”, afirmou o jogador.

Ramón Sosa, atacante do Palmeiras, declarou que não viu a confusão. O paraguaio informou que foi direto para o vestiário após o término da partida. Ele não presenciou a agressão relatada pelo clube alviverde contra Luighi.

“Não consegui ver isso. Assim que terminou a partida, também fui para o vestiário. Agora vou perguntar para ele o que aconteceu“, disse.

O que aconteceu no jogo entre Corinthians e Palmeiras?

O Corinthians informou que o zagueiro Gabriel Paulista e o meio-campista Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras. O Timão comunicou que os dois atletas vão registrar ocorrência no Jecrim (Juizado Especial Criminal). O departamento jurídico do clube vai dar suporte aos jogadores.

O Palmeiras também relatou uma agressão. O clube afirmou que Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians quando se dirigia para o exame antidoping. O atleta registrou a ocorrência no Jecrim com a presença de testemunhas. Segundo o delegado Saad, o jogador palmeirense quer fazer uma representação formal contra um membro da comissão técnica do Corinthians, alegando ter recebido um tapa.

Segundo relatos, o tumulto começou com uma discussão entre Gabriel Paulista e Luighi na descida para os vestiários. O atacante teria sido agredido por um funcionário do Corinthians. Pessoas ligadas ao Timão negam as agressões. Elas relatam apenas confusão de “empurra-empurra”.

O delegado César Saad tratou o episódio inicialmente como um “empurra-empurra”, normal de um clássico dessa magnitude, enquanto aguarda a análise completa das imagens fornecidas pelo Corinthians para individualizar as condutas.

Os dois clubes formalizaram as queixas no Jecrim e todos os envolvidos passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), conforme confirmou o delegado.

Súmula do Dérbi registra 2 expulsões

O árbitro Flavio Rodrigues de Souza assinalou 33 faltas durante a partida e enviou à Confederação Brasileira de Futebol a súmula detalhando duas expulsões de atletas do Corinthians. O volante André Luiz Santos Dias foi expulso após revisão do VAR por ter colocado a mão em seu órgão genital e realizado gesto obsceno em direção ao jogador palmeirense Andreas Pereira.

O lateral Matheus França Silva também recebeu cartão vermelho direto depois de análise das imagens por ter desferido um soco no rosto de José Manuel Alberto López, fora da disputa de bola. Após a expulsão, Matheuzinho se recusou a deixar o campo de jogo, retardando o reinício da partida, e proferiu ofensas à equipe de arbitragem.

O jogo também foi interrompido duas vezes por objetos no gramado. Aos quatro minutos do primeiro tempo, uma linha de pipa no campo provocou a primeira paralisação. Aos 20 minutos do segundo tempo, um drone invadiu o gramado carregando um porco de pelúcia.

O elenco comandado por Fernando Diniz volta a campo na próxima quarta-feira, em duelo contra o Independiente Santa Fe, da Colômbia, às 21h30, na Neo Química Arena, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

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