Após anos afastado dos grandes palcos, desde 2022, para tratar de sua saúde, Justin Bieber retornou aos festivais como headliner do Coachella, com um dos maiores contratos do line-up. Mas o que deveria marcar sua volta triunfal acabou se transformando em um dos shows mais debatidos do ano.
A internet ficou dividida em relação à sua apresentação. Isso porque o artista trouxe um conceito pessoal e distante do espetáculo grandioso esperado para o evento. Bieber optou por um formato intimista: no palco, utilizou um notebook para reproduzir vídeos no YouTube, revisitou clipes antigos e cantou junto com o público, em um clima próximo de um “karaokê coletivo”.
Enquanto parte do público enxergou a performance como autêntica e conectada com o público, uma espécie de catarse coletiva para quem estava presente, outra parcela criticou a falta de produção, especialmente considerando o alto cachê e o peso de ser uma das principais atrações do festival.
Retorno após hiato
O show marcou o retorno de Bieber aos grandes eventos desde a pausa em sua carreira, iniciada em 2022 por questões de saúde. A expectativa em torno da apresentação era alta.
Sem grandes efeitos visuais, cenografia ou coreografias elaboradas, o artista apostou em um formato mais espontâneo e minimalista. Em alguns momentos, chegou a exibir vídeos pessoais e memes antigos.
A proposta, no entanto, entrou em conflito com o “padrão Coachella”, conhecido por performances altamente produzidas e experiências visuais marcantes. Como foi o da Sabrina Carpenter, diva pop em ascensão, em que criou o “Sabrinawood”, fazendo diversas alusões ao universo de Hollywood e da própria Califórnia.
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Genialidade ou falta de esforço?
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Para alguns, o show foi uma leitura inteligente do comportamento da geração atual, que valoriza autenticidade e conexão acima de grandiosidade.
Para outros, tratou-se de uma apresentação abaixo do esperado, marcada pela ausência de preparação e investimento criativo, sobretudo pela comparação com a apresentação da Sabrina Carpenter, que aconteceu um dia antes.
O debate nas redes sociais ganhou novos contornos: se uma artista mulher adotasse o mesmo formato, a recepção seria a mesma?
Divas pop podem ser “preguiçosas”?
Enquanto Bieber foi visto por muitos como inovador, há quem aponte que, no caso de uma cantora, a escolha provavelmente seria interpretada como falta de esforço, e não como conceito.
A discussão ficou ainda mais entusiasmada nas redes sociais quando uma página de fofoca resgatou um vídeo que a própria Anitta publicou antes da apresentação de Bieber. No vídeo, a cantora diz: “Se eu fosse homem, eu poderia entrar com uma calça jeans e cara de c*, blusa branca, e ninguém ia falar nada. Agora, a mulher tem que entregar tudo e mais um pouco, e ainda reclamam.”
Katy Perry ironiza apresentação
Katy Perry, que acompanhava a apresentação da plateia, fez um comentário bem-humorado sobre o formato adotado por Justin Bieber.
Ao notar o uso do YouTube durante o show, a cantora ironizou a situação ao brincar que, pelo menos, o artista contava com a versão sem anúncios da plataforma. A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e reforçou o tom dividido das reações ao espetáculo.
Katy Perry jokes during Justin Bieber’s Coachella set:
— Pop Base (@PopBase) April 12, 2026
“Thank god he has [YouTube Premium], I don’t wanna see no ads.” pic.twitter.com/FKsp5gtQEz




