Presidente da FIFA justifica valores altos de ingressos da Copa do Mundo nos EUA

Gianni Infantino declarou que Mundial é única fonte de receita da entidade e defendeu modelo com categorias a partir de US$ 60 até dezenas de milhares de dólares

Por Redação TMC | Atualizado em
Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante o sorteio da Copa do Mundo 2026
(Foto: Reuters)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, justificou os valores dos ingressos para o Mundial de 2026. O dirigente afirmou nesta sexta-feira (17/04) que a competição representa a única fonte de receita da entidade. A declaração foi feita durante o evento “Semafor World Economy” em Washington, nos Estados Unidos.

A Fifa enfrenta críticas pelos preços considerados “exorbitantes”. A organização de torcedores europeus (FSE) denunciou a entidade à Comissão Europeia pelo modelo de precificação baseado na popularidade das equipes.

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Infantino apresentou argumentos para defender os valores praticados. O presidente destacou a existência de diferentes categorias de bilhetes disponíveis para o público.

“Temos uma categoria de ingressos para torcedores mais dedicados a partir de 60 dólares, incluindo a final. Claro, também existem ingressos, como camarotes na final, que podem custar dezenas de milhares de dólares. Então há opções para todos os perfis“, afirmou.

A categoria mais barata custa 60 dólares, equivalente a R$ 327 na cotação atual. Esses bilhetes são destinados exclusivamente para torcedores de seleções classificadas. A categoria vale para todos os 104 jogos da competição, incluindo a final.

A Fifa criou essa categoria de ingressos mais baratos em dezembro do ano passado. A medida foi adotada após questionamentos sobre a acessibilidade dos valores praticados.

O dirigente explicou o modelo de geração de receita da entidade.

“A principal e até agora única fonte de receita da Fifa é a Copa do Mundo. A Copa do Mundo acontece durante um mês a cada quatro anos. Ou seja, geramos receita em um único mês. Nos outros 47 meses até a próxima Copa, gastamos esse dinheiro”, disse.

Infantino destacou ainda o caráter da organização.

“Mas o que é interessante, e digo isso meio em tom de brincadeira, é algo que muitas pessoas não sabem: embora geremos bilhões com a Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. Isso significa que toda a receita gerada é reinvestida na organização do futebol em 211 países ao redor do mundo”, completou.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada em território norte-americano, canadense e mexicano. A competição terá 104 partidas no total.

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