Ao longo de sua trajetória, Gisele Bündchen sempre chamou atenção, não apenas pela carreira de sucesso, mas também pelos hábitos de vida saudáveis. Em diferentes fases, a modelo testou diversos estilos alimentares, incluindo o vegetarianismo e o veganismo. Entretanto, nem todas as experiências trouxeram os resultados esperados para seu organismo.
Em seu livro “Nutrir: receitas simples para corpo e alma”, a modelo brasileira compartilha aprendizados pessoais que vão além da cozinha. Na obra, ela explica por que decidiu abandonar uma dieta totalmente livre de produtos de origem animal, mesmo tendo grande afinidade com a causa.
“Nem todo plano alimentar que experimentei funcionou, mas aprendi muito com todos. Fui vegana e/ou vegetariana por alguns anos. Os animais sempre foram uma parte importante da minha vida. Minhas galinhas e meus cachorros, gatos e cavalos são parte da família. Antes de me tornar modelo, cogitei ser veterinária. Logo, alinhar essa paixão com a escolha consciente do que consumo (ou não) faz muito sentido para mim”, compartilha Gisele.
Por que o veganismo não funcionou para Gisele?
Segundo a própria modelo, a tentativa de manter uma alimentação vegana prejudicou diversos aspectos da sua saúde. Um dos principais desafios foi lidar com a anemia, condição que não apresentou melhora significativa mesmo com o consumo frequente de alimentos ricos em ferro vegetal e o uso de suplementos.
Apesar de incluir itens como lentilhas, sementes, castanhas e folhas verde-escuras, o organismo da modelo não respondeu da forma esperada. Com o tempo, ela percebeu que pequenas quantidades de carne vermelha poderiam ajudar a equilibrar essa deficiência nutricional de forma mais eficiente.
Para a modelo, “O problema, no entanto, poderia ser facilmente contornado comendo um pouco de carne vermelha, mesmo que somente algumas vezes por mês”.
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O papel do feijão e os impactos na digestão
Outro ponto que Gisele ressaltou foi o impacto digestivo causado por alguns alimentos muito presentes na dieta vegana, principalmente o feijão, um ingrediente comum na alimentação brasileira. Para atingir a quantidade necessária de proteínas, o consumo desse tipo de leguminosa aumentou significativamente.
Esse excesso trouxe desconfortos, como sensação de inchaço e gases, o que prejudicava o bem-estar no dia a dia. Para a modelo, cuja rotina exige a exposição constante do corpo, esses sintomas se tornaram ainda mais incômodos, o que influenciou diretamente na decisão de rever o plano alimentar.
“Ficar com gases e inchada não é legal, claro, e também não é ideal para um trabalho que envolve usar biquínis ou lingerie! O que aprendi com isso é que, embora não pudesse me comprometer em ser vegana ou vegetariana, poderia aplicar alguns dos aprendizados dessas dietas no meu dia a dia”, relatou.
Como é a alimentação da modelo hoje?
Atualmente, Gisele Bündchen mantém uma abordagem mais equilibrada e flexível. Embora tenha introduzido novamente a carne em sua dieta, ela segue priorizando vegetais e alimentos naturais. A experiência com o veganismo, mesmo não tendo funcionado completamente, trouxe aprendizados importantes.
“Hoje, penso nas refeições de outra forma. Em vez da combinação convencional de proteína animal, carboidrato e legumes/verduras que domina muitas refeições ocidentais, comecei a pensar em refeições baseadas no último grupo em vez do primeiro”.
Essa adaptação permitiu que encontrasse um estilo alimentar que respeitasse tanto suas necessidades físicas quanto seus valores pessoais.
“Apesar de meu corpo não ter reagido bem a dietas veganas e vegetarianas, me tornei mais humilde e mais flexível por causa delas, aprendi a ouvir meu corpo e fazer o que é melhor para ele — mesmo que não seja algo que eu deseje. […] Comer carne, nesse caso, significa que estou sintonizada às minhas necessidades. Encontrei prazer em traçar meu próprio caminho”, complementa.




