Trump afirma que prorrogação de cessar-fogo com Irã é altamente improvável

Trégua de 2 semanas entre EUA e Teerã expira nesta quarta-feira e presidente norte-americano alerta que bombas podem explodir caso acordo não seja firmado

Por Redação TMC | Atualizado em
O presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do secretário de Defesa, Pete Hegseth, discursa sobre o conflito no Irã na Sala de Imprensa James S. Brady da Casa Branca (Crédito: Reprodução/AFP)
(Crédito: Reprodução/AFP)

Donald Trump declarou que a extensão do cessar-fogo de duas semanas com o Irã é “altamente improvável”. A trégua entre Estados Unidos e Teerã expira na noite de quarta-feira (23/04). O presidente norte-americano fez a declaração à Bloomberg News enquanto Washington e o governo iraniano avaliam a possibilidade de uma nova rodada de negociações no Paquistão.

O presidente dos Estados Unidos alertou à PBS News que a situação pode se agravar caso a trégua termine sem um acordo de paz. “Então muitas bombas começarão a explodir”, declarou Trump.

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A Casa Branca informou que uma delegação norte-americana deve viajar “em breve” ao Paquistão para tentar destravar as conversas. O vice-presidente JD Vance chefiará o grupo. Trump disse ao New York Post que negociadores já estavam a caminho do país asiático.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que não descarta se reunir com líderes iranianos caso haja avanço nas negociações. “Não tenho problema nenhum em me reunir com eles”, disse Trump ao New York Post.

Apesar das dificuldades nas negociações, Trump demonstrou otimismo quanto ao resultado final das conversas. “O acordo que estamos fazendo com o Irã será muito melhor do que o JCPOA, comumente chamado de ‘Acordo Nuclear com o Irã'”, escreveu o presidente em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, referindo-se ao acordo internacional firmado em 2015 para conter o programa nuclear de Teerã.

Irã não confirma participação em nova rodada

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre sua participação em nova negociação com os Estados Unidos. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, declarou durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (21/04): “Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a esse respeito”.

No domingo (20/04), o Irã já havia negado publicamente ter concordado em participar de uma nova rodada pelo cessar-fogo. O anúncio das supostas conversas foi feito horas antes por Trump. Ele disse que aconteceriam nesta segunda-feira no Paquistão. O governo iraniano desmentiu a notícia. Classificou o anúncio como uma jogada midiática dos Estados Unidos para pressioná-lo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que o governo americano não tem sido sério no processo diplomático. “Embora se declarem a favor da diplomacia e se mostrem dispostos a negociar, os Estados Unidos estão adotando atitudes que não denotam, em absoluto, seriedade”, declarou.

A declaração de Trump sobre um acordo superior ao JCPOA gerou críticas de democratas e de alguns especialistas nucleares, que afirmam que o presidente está apressando as conversas sobre um tema altamente complexo.

Apreensão de navio iraniano aumenta tensão

A apreensão de um navio iraniano por militares americanos no domingo (20/04) elevou a tensão entre os dois países. As forças armadas dos Estados Unidos informaram que dispararam contra um navio de carga com bandeira iraniana que se dirigia ao porto iraniano de Bandar Abbas. O disparo ocorreu após um impasse de seis horas. Os militares norte-americanos desativaram os motores da embarcação.

O Comando Central dos EUA divulgou um vídeo mostrando fuzileiros navais descendo por cordas de helicópteros até o navio.

Os militares do Irã disseram que o navio vinha da China. Acusaram os Estados Unidos de “pirataria armada”. Afirmaram que estavam prontos para confrontar as forças norte-americanas por causa da “agressão flagrante”. Disseram que estavam limitados pela presença das famílias dos membros da tripulação a bordo.

A China expressou preocupação com a “interceptação forçada” do navio. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês pediu que as partes relevantes cumprissem o acordo de cessar-fogo de maneira responsável.

As conversas anteriores em Islamabad, realizadas em 11 e 12 de abril, terminaram sem acordo. Depois do encontro, os dois lados se acusaram mutuamente de violar a trégua temporária.

O Paquistão reforçou a segurança na capital em meio à expectativa de novas reuniões. O país bloqueou estradas e impôs restrições ao tráfego em Islamabad.

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