Uma empresa é investigada pela Justiça italiana por comercializar festas com prostituição e fornecimento de óxido nitroso. A investigação aponta o envolvimento de aproximadamente 50 jogadores do Campeonato Italiano, incluindo atletas da Inter de Milão e do Milan. O jornal italiano “Gazzetta dello Sport” divulgou a informação nesta terça-feira (21/04). A exploração sexual de terceiros é crime na Itália.
A empresa organizava eventos em hotéis e casas noturnas de luxo na Itália e na ilha de Mykonos, na Grécia. A base administrativa funcionava em Cinisello Balsamo, província de Milão. Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, um casal, são suspeitos de comandar a estrutura.
Quatro pessoas foram colocadas em prisão domiciliar, incluindo Buttini e Ronchi. As acusações incluem organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro. O perfil da empresa no Instagram conecta os jogadores ao esquema. Diversos atletas aparecem como seguidores da conta.
A investigação aponta exploração comercial da prostituição de terceiros. A prostituição voluntária não é ilegal na Itália, assim como no Brasil. A lei italiana proíbe a organização e a exploração dessa prática por terceiros. A estrutura montada pela empresa permitia a comercialização sistemática desses serviços.
As autoridades italianas acreditam que a empresa iniciou a promoção dos eventos em 2019. As festas continuaram durante a pandemia de covid-19. Uma testemunha informou que no local da sede havia uma boate clandestina. O estabelecimento operava durante o período de confinamento sanitário.
Emanuele Buttini e Deborah Ronchi são os principais investigados. Outros dois associados também foram colocados em prisão domiciliar. Aproximadamente 50 jogadores da primeira divisão do futebol italiano são investigados. As investigações indicam participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1. Mais de 100 mulheres, de diversas idades e nacionalidades, estão envolvidas no caso.
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A sede da empresa funcionava em Cinisello Balsamo, província de Milão. As festas eram realizadas em hotéis e casas noturnas de luxo na Itália e na ilha de Mykonos, na Grécia. No local da sede em Milão funcionava uma boate ilegal durante o confinamento.
Cerca de 50 jogadores da Serie A estão envolvidos. Mais de 100 mulheres, de diferentes idades e nacionalidades, participam do esquema. As mulheres recebiam 50% do valor pago pelos contratantes. Os outros 50% ficavam com Buttini e Ronchi. A empresa começou suas atividades em 2019. As operações continuaram durante toda a pandemia de covid-19.
As evidências incluem transferências de dinheiro entre os investigados. Uma interceptação telefônica registrou a negociação envolvendo uma mulher do Brasil. “Vou mandar a brasileira para ele”, diz o áudio.
A denúncia da promotoria afirma que mulheres eram forçadas à prostituição pela empresa. Elas residiam na sede localizada em Milão. As mulheres eram obrigadas a pagar por sua hospedagem. Os jogadores escolhiam as mulheres que desejavam contratar. Os contratantes utilizavam óxido nitroso durante as festas, conforme os documentos da investigação. A substância atua como um sedativo leve em formato gasoso. Ela gera euforia sem deixar rastros no corpo humano. Isso impediria sua detecção em exames antidoping.




