As Forças Armadas do Irã determinaram nesta segunda-feira (04/05) que embarcações comerciais e petroleiros coordenem previamente com militares iranianos qualquer movimentação pelo Estreito de Ormuz. A Marinha iraniana afirmou ter bloqueado a entrada de navios de guerra norte-americanos na via marítima por meio de um “aviso rápido e decisivo”, segundo a televisão estatal do país.
Washington negou que qualquer embarcação dos Estados Unidos tenha sido atingida. O governo dos Emirados Árabes Unidos acusou Teerã de atacar com drones um petroleiro da ADNOC durante tentativa de travessia do estreito. A embarcação estava vazia. Não houve feridos, conforme informou o governo emirati.
As Forças Armadas iranianas emitiram advertências para impedir a passagem de navios de guerra norte-americanos pelo Estreito de Ormuz. A agência semioficial iraniana Fars divulgou que dois mísseis teriam atingido uma embarcação militar dos EUA próximo ao porto de Jask, na entrada sul do estreito, onde a Marinha iraniana mantém uma base. Washington negou a informação. Um funcionário de alto escalão iraniano informou à agência Reuters que o Irã disparou um tiro de advertência.
O Comando Central dos EUA anunciou ter escoltado dois navios destróieres da Marinha norte-americana, equipados com mísseis guiados, através do estreito. “As forças americanas estão ativamente auxiliando os esforços para restabelecer a passagem de navios comerciais. Como primeiro passo, duas embarcações mercantes de bandeira dos EUA atravessaram com sucesso o estreito de Hormuz e seguem com segurança em sua rota”, afirmou o comunicado divulgado pela instituição.
Teerã contestou o anúncio norte-americano. O governo iraniano afirmou que nenhuma embarcação mercante passou pela via marítima.
Os Emirados Árabes Unidos relataram ter interceptado três drones lançados pelo Irã nesta segunda-feira. Um quarto drone caiu no mar, de acordo com o governo. “Os Emirados Árabes Unidos enfatizam a necessidade de o Irã interromper esses ataques, garantir seu pleno compromisso com a cessação imediata de todas as hostilidades e a reabertura completa e incondicional do estreito de Hormuz”, afirmou o ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos.
A Coreia do Sul informou que estava verificando informações de inteligência sobre um possível ataque a uma embarcação com bandeira do país em Ormuz, segundo a agência de notícias estatal Yonhap. Um porta-voz da empresa de navegação sul-coreana HMM disse à Reuters que um incêndio começou na casa de máquinas de um de seus navios graneleiros. A causa ainda estava sob investigação. Ele disse que não há relatos de mortos ou feridos.
Mobilização militar dos EUA
O Irã emitiu alertas às forças de Washington para não entrarem na via marítima após o presidente Donald Trump declarar no domingo (03/05) que os EUA iriam guiar os navios retidos em Ormuz para fora da via marítima. O Comando Central dos EUA mantém bloqueio a portos iranianos para pressionar Teerã.
Trump afirmou que países de todo o mundo “pediram aos EUA se conseguiríamos ajudar a libertar seus navios, que estão presos no estreito de Ormuz, por algo que eles não têm absolutamente nada a ver”. “Pelo bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, dissemos a esses países que nós vamos guiar seus navios de forma segura para fora dessas águas”, disse Trump em publicação na rede Truth Social.
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A determinação iraniana ocorre em resposta à mobilização de 5 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones dos Estados Unidos. O Comando Central dos EUA informou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.
O país persa bloqueou quase todo o transporte marítimo de entrada e saída do Golfo desde o início da guerra. A medida provocou disparada nos preços do petróleo. O bloqueio iraniano afeta quase todo o tráfego de embarcações na região.




