O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), reuniu, nesta segunda-feira (04/05), o ex-vereador e pré-candidato ao Senado Federal Carlos Bolsonaro (PL-SC), a deputada federal e também pré-candidata ao Senado Caroline de Toni (PL-SC) e a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) em um jantar realizado em Santa Catarina.
O encontro acontece após um imbróglio em torno da disputa pelo Senado no estado. O clima entre aliados da base catarinense estava ruim desde que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou, no fim de 2025, que seria candidato ao Senado pelo Partido Liberal no catarinense.
Em um primeiro momento, a deputada estadual teria se oposto à candidatura, sob a justificativa de que o estado deveria eleger candidatos naturais de SC e que a candidatura de Carlos obrigaria sua aliada, Carol de Toni, a abandonar a disputa por uma cadeira na Casa Alta.
À época, outros políticos locais, incluindo prefeitos e vereadores, também fizeram campanha contra a candidatura do filho 02 de Bolsonaro.
Após rodadas de negociações, ficou definido que o partido lançaria duas chapas puras, mantendo apoio à congressista, rompendo com o senador Esperidião Amin (PP-SC), que receberia o apoio da sigla no estado pela coligação, devido a uma aliança.
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A equipe da TMC em Brasília apurou que, durante o jantar, Carlos Bolsonaro selou a paz com a parlamentar catarinense. O objetivo é evitar atritos entre aliados para que inimigos políticos não utilizem a situação para enfraquecê-los com o eleitorado.
Flávio pede união entre a oposição
Recentemente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro fez declarações pedindo que a oposição se mantenha unida para enfrentar o PT durante as eleições de 2026. O filho mais velho de Bolsonaro também pediu o fim das brigas entre a base em outros estados.
Reduto bolsonarista
A decisão para que Carlos concorra ao Senado pelo estado vem após uma análise do clã Bolsonaro de que sua vitória é quase certa, devido à força do ex-presidente no estado nas últimas duas eleições presidenciais, em 2018 e 2022, quando o líder de direita recebeu a maioria dos votos no estado.




