Dólar cai a R$ 4,91 e atinge menor valor em mais de 2 anos com queda do petróleo

Moeda norte-americana fechou a R$ 4,912 nesta terça-feira após recuo de 3,78% no petróleo Brent e divulgação da ata do Copom pelo Banco Central

Por Redação TMC | Atualizado em
Dólar
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (05/05) a ata do Copom (Comitê de Política Monetária). O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 4,912, com queda de 1,09%. A Bolsa brasileira fechou aos 186.753 pontos, com avanço de 0,62%.

O valor da moeda norte-americana representa o menor nível desde 26 de janeiro de 2024, quando havia atingido R$ 4,911. A desvalorização ocorreu em um contexto de maior apetite global por risco, impulsionado pela redução nos preços internacionais do petróleo. Investidores buscaram ativos de maior risco durante o pregão.

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Petróleo recua e reduz temores inflacionários

O petróleo tipo Brent, referência mundial, era negociado a US$ 110,13 por volta das 17h. A commodity registrou queda de 3,78%. A cotação havia subido mais de 5% na segunda-feira (04/05).

A redução nas cotações do petróleo diminuiu temores inflacionários globais. A passagem de navegações pelo Estreito de Hormuz animou os mercados. A empresa Maersk informou que um de seus navios-petroleiros, Alliance Fairfax, conseguiu atravessar a via sem incidentes.

O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz. Cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás passa pela via. A paralisação tem gerado temor de um repique inflacionário global. Relatos de passagens de embarcações reverberaram nas cotações de petróleo.

O dólar se desvalorizou frente a outras moedas emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano. Nos Estados Unidos, as Bolsas S&P 500 e Nasdaq registraram recordes de fechamento. Encerraram com altas de 0,88%, a 7.263 pontos, e 1,03%, a 25.326 pontos, respectivamente.

Ata do Copom indica postura cautelosa

A ata do Copom reforçou uma postura cautelosa do Banco Central. Analistas do mercado local interpretaram o documento como positivo ao sustentar o diferencial de juros do Brasil. O colegiado optou por um ajuste conservador após ver as projeções para inflação mais distantes da meta de 3%.

O Copom disse ver impacto do conflito no Oriente Médio sobre a inflação. O comitê afirmou piora nas expectativas no longo prazo. O documento não sinalizou abertamente o rumo dos próximos movimentos.

O comitê afirmou que os eventos recentes não impedem a continuação do ciclo de queda de juros. Julgou a redução como a mais adequada. A ata não define os próximos passos em relação aos cortes de juros. Não há sinalização clara sobre a decisão de junho.

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira passada. A Selic passou a 14,5% ao ano. O Fed manteve a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada na faixa de 3,5% a 3,75% no mesmo dia.

Inflação acumulada permanece acima da meta

O alvo central do Banco Central é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No atual modelo, de meta contínua, o Banco Central considera o objetivo descumprido quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo. O intervalo vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto).

No acumulado de 12 meses até março, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 4,14%. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) mostrou em abril pressão sobre preços de combustíveis e alimentos.

Dirigentes do comitê já afirmaram que o ritmo de corte deve continuar pela Selic estar com uma “gordura extra”. No mercado acionário, a Ambev foi o destaque da sessão. A empresa apresentou valorização de até 17% após divulgar resultados do primeiro trimestre acima das expectativas.

As incertezas sobre o conflito no Oriente Médio persistem. Investidores continuaram acompanhando o cenário de tensão na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a capacidade militar do Irã nesta tarde. Disse que o país deveria “hastear a bandeira branca”.

“Sabemos perfeitamente que a continuidade da situação atual é insustentável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, disse Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento e o principal negociador do Irã, em uma mensagem na rede social X (ex-Twitter).

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