Bradesco registra lucro de R$ 6,8 bi no 1º tri de 2026 com alta de 16% no ano

Banco divulgou balanço trimestral nesta terça-feira mostrando expansão de 4,5% em relação ao último trimestre de 2025

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Divulgação/Seeb
Foto: Divulgação/Seeb

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 6,811 bilhões nos primeiros três meses de 2026. O banco divulgou o balanço trimestral nesta terça-feira (06/05), mostrando expansão de 16,1% sobre o mesmo intervalo de 2025. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o avanço foi de 4,5%.

O lucro bruto do banco somou R$ 20,051 bilhões entre janeiro e março. O valor representa crescimento de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 4,2% frente ao período de outubro a dezembro do ano anterior.

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A receita total alcançou R$ 36,9 bilhões no período. O montante superou em 14% o desempenho registrado nos três primeiros meses de 2025 e em 2,2% o resultado do quarto trimestre do ano passado.

Rentabilidade e expansão de crédito

O indicador de rentabilidade do banco (ROE) atingiu 15,8% em 12 meses. O resultado apresentou alta de 14,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2025 e de 14,8% em relação a dezembro do ano anterior.

A carteira de crédito expandida chegou a R$ 1,09 trilhão. O saldo cresceu 8,4% frente ao mesmo período de 2025 e 0,1% na comparação com o final do ano passado.

A margem financeira líquida totalizou R$ 10,3 bilhões. O valor teve expansão de 8,3% em um ano. Na comparação trimestral, houve recuo de 0,3%. A instituição atribui a leve queda ao aumento da despesa de PDD (provisão para devedores duvidosos) expandida, que compensou o crescimento da margem financeira bruta.

Inadimplência e provisões

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%. O patamar se manteve estável em relação a um ano antes. O indicador subiu 0,1 ponto porcentual tanto na comparação com março de 2025 quanto com o último trimestre do ano passado. O banco justifica o pequeno acréscimo pela dinâmica entre atraso e execução de garantias em operações de capital de giro no segmento de MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas).

O Bradesco reservou R$ 9,667 bilhões para cobrir o risco de calotes. A despesa teve alta de 26,5% na comparação anual e de 9,5% em relação ao trimestre anterior. A instituição explica que o custo de crédito subiu devido a um reforço de balanço para casos específicos no segmento de grandes empresas.

Marcelo Noronha, presidente do Bradesco, destacou a gestão de riscos da instituição. “O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade”, afirmou. “Estamos investindo muito em tecnologia, em pessoas, na nossa transformação.”

O Bradesco encerrou 2025 com lucro de R$ 24,652 bilhões. O resultado representou alta de 26,1% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado pelo aumento do crédito, serviços e controle de despesas.

A instituição financeira projeta crescimento de até 10,5% no crédito em 2026. A estimativa inclui aumento de até 8% nas despesas operacionais e de até 5% nas receitas de serviços neste ano.

Na segunda-feira (05/05), o Itaú Unibanco divulgou seu balanço do primeiro trimestre. A instituição registrou lucro líquido de R$ 12,282 bilhões nos primeiros três meses de 2026. O resultado teve alta anual de 10,4%.

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