A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) registrou 248,3 mil emplacamentos no mercado interno em abril. O volume representa crescimento de 19% em relação ao mesmo mês de 2025. A média diária de 12,4 mil unidades emplacadas é a maior de 2026 e a melhor para abril desde 2014.
No acumulado de janeiro a abril, o mercado brasileiro emplacou 873,5 mil autoveículos. O resultado representa expansão de 14,9% sobre os quatro primeiros meses do ano anterior.
Exportações recuam 16,9% no ano
A fabricação nacional alcançou 225,8 mil unidades em abril. O número indica crescimento de 2,4% na comparação com abril de 2025. O quadrimestre acumula 872,6 mil veículos produzidos, volume 4,9% superior ao mesmo período do ano passado.
Os embarques de autoveículos ao exterior totalizaram 43,2 mil unidades em abril. O volume representa alta de 8,2% sobre março, mas queda de 11,7% em relação a abril de 2025.
No acumulado do ano, as exportações somam 142,4 mil unidades. O resultado indica recuo de 16,9% sobre o mesmo período de 2025. O mercado argentino, destino tradicional dos produtos brasileiros, reduziu suas compras neste quadrimestre.
Importados avançam 12% no mercado interno
As vendas de veículos importados cresceram 12% no quadrimestre. O segmento acumula 168,1 mil unidades emplacadas nos quatro primeiros meses de 2026.
Os veículos eletrificados alcançaram 18,3% de todos os emplacamentos em abril. A participação é recorde para o setor. Do total, 40% são de origem nacional.
As vendas de modelos 100% elétricos somaram 17,5 mil unidades no mês. Os híbridos plug-in totalizaram 13,2 mil emplacamentos. Os híbridos sem tomada de carregamento registraram 12,7 mil unidades comercializadas.
O segmento de caminhões registrou queda de 17,2% nas vendas no quadrimestre. A retração estava em 31,5% em janeiro.
A primeira fase do Move Brasil distribuiu recursos que facilitaram o crédito para aquisição de caminhões novos e seminovos. O programa ofereceu juros menores para compradores que entregaram modelos antigos para reciclagem.
O Move Brasil 2 entrará em operação com R$ 21,2 bilhões disponíveis. Os recursos serão destinados ao financiamento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários mais modernos.




