Deputado Marcelo Queiroz se beneficiou de esquema de fraudes, diz PF

Ministro Flávio Dino autorizou ação contra fraudes em contratos de saúde animal no governo fluminense

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Marcelo Queiroz fala ao microfone durante sessão na Câmara
(Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) teria se beneficiado de um esquema de fraudes em contratos públicos. Segundo a corporação, o parlamentar utilizou sua atuação em defesa dos animais como fachada para movimentar recursos irregulares.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino na terça-feira (12/05) e mira irregularidades em licitações da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro. Conforme a PF, as fraudes começaram quando Queiroz ocupava o cargo de secretário da pasta.

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Entre 2021 e 2023, a empresa Consuvet – Soluções em Saúde Animal firmou acordos que totalizam quase R$ 200 milhões com o governo fluminense. Desse montante, R$ 35 milhões já haviam sido pagos até o momento da operação policial.

De acordo com a investigação, a Consuvet não possuía “sequer estrutura compatível com a dimensão dos primeiros contratos firmados“. A falta de capacidade operacional da empresa é um dos principais indícios de irregularidade apontados pela PF.

Causa animal como estratégia política

A Polícia Federal destacou que o envolvimento público de Queiroz com a proteção animal teria sido uma estratégia para capitalizar politicamente os contratos fraudulentos. “É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal, foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio“, afirmou a corporação em relatório ao STF.

Na prática, isso significa que a bandeira da defesa dos animais teria sido usada para construir uma imagem pública favorável enquanto o esquema de desvios operava nos bastidores da administração estadual.

Leia mais: Ciro Nogueira diz que “nunca recebeu nenhum valor ilícito” e questiona operação da PF

Cronologia das fraudes

As irregularidades teriam começado no período em que Marcelo Queiroz comandava a Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro. A PF aponta que o início das fraudes coincide com a gestão do deputado à frente da pasta.

O ministro Flávio Dino, ao autorizar a operação, pontuou a ligação direta entre as fraudes investigadas e os contratos firmados com a Consuvet. A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos no esquema.

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