Quaest: escândalo do Banco Master afeta igualmente governos Lula e Bolsonaro

Levantamento aponta percepção de problema generalizado nas instituições brasileiras após revelações sobre esquema de corrupção

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Lula e Jair Bolsonaro
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13/05) revela que a crise envolvendo o Banco Master é percebida como um problema que atinge de forma equivalente diferentes instituições do país. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados avaliam que o desgaste recai de maneira similar sobre o governo Lula, a gestão anterior, de Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Banco Central.

O resultado indica uma visão de falha estrutural no sistema político brasileiro, em vez de responsabilização concentrada em um único ator.

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Quando questionados sobre qual instituição sofreu maior impacto negativo, os números se fragmentam: 11% citam o governo Lula, 10% mencionam o STF ou Judiciário, 9% apontam o governo Bolsonaro e 7% indicam o Banco Central. O Congresso Nacional aparece com apenas 2% das menções.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dados demonstram que “o escândalo do Master é visto como um problema muito mais sistêmico do que impactando negativamente o governo ou a oposição”.

A Polícia Federal realizou operação na semana passada tendo como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Partido Progressista (PP) e ex-ministro da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.

As investigações apontam o parlamentar como figura central no esquema comandado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A suspeita é de que Ciro Nogueira recebia pagamentos regulares e tinha despesas custeadas pelo empresário.

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A pesquisa também mediu o grau de conhecimento da população sobre as suspeitas envolvendo Ciro Nogueira. Os dados mostram que 54% dos entrevistados tomaram conhecimento das acusações apenas após a divulgação da operação policial.

Outros 46% já tinham ciência das suspeitas antes da deflagração das investigações.

Metodologia da pesquisa

O levantamento da Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A análise comparativa com dados coletados em março permite observar a evolução da percepção pública sobre o caso ao longo do tempo.

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