Alcolumbre recusa explicar ‘vista grossa’ à CPMI do Banco Master

Senador evitou responder três perguntas de jornalistas após sessão que não incluiu leitura do requerimento da comissão

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, PL 3.780/2023 que "altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a fim de majorar as penas previstas para os crimes de furto, roubo, receptação, receptação de animal e interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública, bem como para tipificar os crimes de recepção de animal doméstico e de fraude bancária". Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou explicar por que não realizou a leitura do requerimento que cria a CPMI do Banco Master. Questionado por jornalistas após a sessão desta quinta-feira (21/05), o senador recusou responder três vezes seguidas.

“Não posso responder”, afirmou Alcolumbre ao ser perguntado sobre o tema. A leitura do documento em plenário é etapa obrigatória para que a comissão parlamentar mista de inquérito seja instalada formalmente.

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Deputados e senadores de oposição e governo pressionam pela instalação da comissão. Segundo esses parlamentares, Alcolumbre estaria segurando deliberadamente o avanço dos trabalhos investigativos sobre a instituição financeira.

O presidente do Congresso também se recusou a comentar outros assuntos. Quando perguntado sobre o governo federal indicar mais uma vez Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), repetiu: “Não posso te responder essa pergunta”.

Na terceira tentativa dos jornalistas, outra vez sobre o tema da CPMI, Alcolumbre brincou: “Essa é a terceira pergunta que eu não posso responder”.

Derrubada de vetos e minirreforma

Na mesma sessão, o Congresso aprovou a derrubada de vetos do presidente Lula à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A medida libera recursos que podem ser aplicados em obras e serviços públicos nos municípios.

Segundo Alcolumbre, a aprovação deixou os parlamentares “muito feliz”. O senador destacou o objetivo de “trabalhar para melhorar a qualidade de vida das pessoas, diminuir as desigualdades e fortalecer a República”.

A Câmara aprovou nesta semana a minirreforma eleitoral. O texto agora aguarda análise do Senado.

PEC da escala 6×1

Sobre a PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1, Alcolumbre informou que aguarda a votação na Câmara. “Eu estou esperando a Câmara votar primeiro”, declarou.

A proposta tem gerado debate entre parlamentares sobre mudanças nas regras trabalhistas do país. Na prática, a medida alteraria o regime de folgas semanais de trabalhadores em diversos setores.

Leia mais: “Ainda vão aparecer mais coisas”, diz Lula sobre envolvimento de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

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