Itaú barrou saque de R$ 1 milhão da irmã de Deolane por suspeita de lavagem de dinheiro

Investigação aponta que o banco considerou suspeita a retirada em espécie e sugeriu transferência eletrônica, recusada pelos envolvidos

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(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Em 24 de novembro de 2023, a irmã da influenciadora Deolane Bezerra, Dayanne Bezerra, tentou retirar R$ 1 milhão em espécie em uma agência do banco Itaú. A instituição recusou a operação, pela desconfiança de se tratar de ato de lavagem de dinheiro. Como alternativa, o banco ofereceu uma transferência eletrônica, mas foi recusada pela família Bezerra.

O episódio levou o Itaú a ir além do bloqueio pontual. A instituição determinou o encerramento das contas de Deolane e de seus familiares, concedendo prazo de até 14 de janeiro para a regularização. Deolane reagiu judicialmente e processou o banco, argumentando irregularidade na ordem.

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No caso do saque, a defesa apresentada ao Itaú era de que o dinheiro seria usado na compra de um imóvel. O banco, porém, identificou suspeitas na operação e apontou possível prática de lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Civil.

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A influenciadora contestou a decisão na Justiça, alegando que o encerramento das contas era irregular. Não há informações sobre o resultado do processo.

Para a polícia, o episódio é tratado como um dos principais indícios de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Deolane.

As investigações apontam que a influenciadora atuaria como uma espécie de “caixa” do crime organizado. Segundo a apuração, ela recebeu mais de R$ 1 milhão de uma transportadora apontada como peça central do esquema.

A Polícia Civil também afirma que Deolane abriu 35 empresas registradas em um mesmo endereço residencial. De acordo com os investigadores, os negócios seriam fictícios e fariam parte de uma rede de movimentações financeiras criada para dificultar o rastreamento dos recursos.

Prisão e investigação

De acordo com as investigações, Deolane era uma figura central no esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuava como “caixa do crime organizado”. Valores da facção eram depositados em contas ligadas à ela e se misturavam a recursos de outras atividades antes de retornarem ao grupo criminoso, o que dificultava o rastreamento do dinheiro.

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Em nota, a defesa da influenciadora reafirmou a inocência dela e pontuou que considera as medidas “desproporcionais”. Além de Deolane, também foram presos na Operação Vérnix Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro da organização criminosa; e outras duas pessoas, em flagrante.

Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, está em Madri, na Espanha, foragida. O irmão dela, Leonardo, que está na Bolívia, também está foragido. Eles já estão na Lista Vermelha da Interpol.

Também foram cumpridos mandados de prisão contra Marcola, considerado o chefe do PCC, e contra o irmão dele, Alejandro, que já estão presos.

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