Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, colocou o Brasil fora do grupo de aliados de Washington na América Latina. Em audiência no Congresso americano nesta terça-feira (02/06), ele listou o país ao lado de Nicarágua, Cuba e Venezuela ao descrever os desafios da política externa dos EUA na região.
A declaração veio no mesmo dia em que o governo Donald Trump propôs uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil — medida que acirrou as tensões entre os dois países.
“Agora temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos – mais de uma dezena – que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica, que andam de mãos dadas”, declarou o secretário de Estado, cargo equivalente a chanceler.
“É uma história impressionante a de que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua com alguns desafios, e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral”, completou.
O secretário também qualificou o governo do presidente colombiano Gustavo Petro como problemático. “Mas, de modo geral, é agora uma região repleta de aliados americanos, de líderes amigáveis aos EUA e de uma direção favorável aos EUA”, concluiu.
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Classificação de grupos criminosos
Na mesma audiência, Rubio anunciou a intenção dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi criticada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A postura de Rubio em relação ao Brasil contrasta com o tom adotado em março. Em 4 de março de 2026, a Casa Branca divulgou um vídeo com o secretário orientando cidadãos americanos a deixarem o Oriente Médio — contexto distante das tensões com Brasília que vieram à tona nos meses seguintes.




