A seleção brasileira deverá enfrentar um dos principais desafios extracampo da Copa do Mundo de 2026 já na estreia. A previsão do tempo para o primeiro jogo do Brasil, contra o Marrocos, no próximo dia 13/06, em Nova Jersey, aponta temperaturas entre 36°C e 38°C, com sensação térmica ainda mais elevada por causa da umidade.
O calor tem sido uma preocupação constante da delegação brasileira durante a preparação para o torneio. Nos últimos treinamentos realizados nos Estados Unidos, os jogadores já trabalharam sob temperaturas próximas dos 30°C, cenário que tende a se intensificar nos dias que antecedem a estreia.
Apesar de a partida estar marcada para o início da noite (18h no horário local, 19h de Brasília), quando o calor costuma ser menos intenso, a expectativa é de que os termômetros continuem elevados no horário do jogo. As previsões indicam céu parcialmente ensolarado e condições que podem aumentar o desgaste físico dos atletas ao longo dos 90 minutos.
O tema ganhou ainda mais relevância após o Mundial de Clubes de 2025, quando jogadores, técnicos e dirigentes relataram dificuldades provocadas pelas altas temperaturas registradas em várias cidades americanas. Como a Copa do Mundo será disputada na mesma época do ano, o risco de calor extremo voltou ao centro das discussões.
Qual é o plano da Fifa para o calor?
Para monitorar a situação, a Fifa utiliza o índice WBGT (Temperatura de Globo de Bulbo Úmido), que leva em consideração não apenas a temperatura ambiente, mas também fatores como umidade, incidência solar e velocidade do vento. O indicador é considerado mais preciso para avaliar os efeitos do calor sobre o organismo.
Dependendo das condições registradas antes das partidas, a entidade pode determinar pausas para hidratação e resfriamento dos jogadores. Em cenários mais severos, o protocolo prevê até mesmo a interrupção temporária ou o adiamento de jogos para preservar a segurança de atletas, árbitros e torcedores.
Além dos jogadores, especialistas também demonstram preocupação com o impacto das condições climáticas sobre o público. Estudos apontam que cidades como Nova York, Filadélfia e outras sedes da costa leste dos Estados Unidos estão entre as áreas com maior risco de enfrentar calor intenso durante o Mundial.
Com 104 partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá, a organização promete monitoramento meteorológico em tempo real ao longo de toda a competição. Ainda assim, tudo indica que a seleção brasileira terá de lidar com um adversário extra logo no primeiro compromisso da Copa: o calor extremo.
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