Padre brasileiro que ajudava refugiados morre na Ucrânia após complicação cirúrgica

Robson Gavioli, de 36 anos, sofreu parada cardiorrespiratória após diagnóstico de tromboembolia; corpo aguarda traslado para o interior de SP

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Reprodução/Facebook)

Uma complicação após cirurgia no joelho tirou a vida do padre Robson Gavioli, de 36 anos, na Ucrânia, no último sábado (06/06). o sacerdote foi diagnosticado com tromboembolia, obstrução de vasos sanguíneos por coágulos, e sofreu parada cardiorrespiratória. O corpo aguarda autorização para traslado ao Brasil.

Robson havia se machucado no joelho enquanto conduzia um grupo de jovens em uma atividade de oração numa montanha. A iniciativa tinha como objetivo reduzir a ansiedade e a tensão provocadas pela guerra, conforme informações do g1.

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A cirurgia para tratar a lesão estava marcada para fevereiro, mas precisou ser adiada. O motivo foi a superlotação dos hospitais locais. O procedimento só foi realizado recentemente, em Kiev, capital ucraniana.

Natural do interior paulista, Robson começou a formação religiosa como seminarista em sua cidade natal. Em 2011, transferiu-se para Brasília (DF). Mais tarde, foi designado à Ucrânia por sorteio, para formação no seminário de Khmelnytskyi.

Quando o conflito com a Rússia se intensificou, ele teve a chance de retornar ao Brasil. Recusou. Nos anos seguintes, dedicou-se à assistência espiritual e solidária a vítimas e refugiados da guerra.

O padre Valdinei Lobo de Almeida, amigo próximo de Robson e integrante da Paróquia Santuário das Almas, em Rio Preto, descreveu ao g1 a postura do colega diante do perigo: “Ele não tinha medo e dizia: ‘Se Deus me escolheu para estar aqui, se tenho que morrer na Ucrânia, na Ucrânia vou morrer’.”

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Valdinei também falou sobre o impacto da notícia entre os que conviveram com Robson. “O Robson era uma pessoa muito alegre, muito extrovertida, estava sempre disponível e contente, sempre feliz com a missão para a qual foi enviado. A notícia da morte dele chocou muita gente. Todos nós aqui ficamos tristes, mas a esperança da ressurreição na vida eterna nos conforta, porque ele morreu fazendo o bem e evangelizando”, afirmou.

A família de Robson esperava, até a publicação da reportagem, a liberação burocrática para o traslado do corpo. A previsão era de que os restos mortais chegassem a São José do Rio Preto (SP) nos próximos dias, sem data exata confirmada.

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