Ilhabela, no litoral norte do estado de São Paulo, vai ganhar uma usina de dessalinização construída pela Sabesp com investimento de R$ 56,4 milhões. A dessalinização é um tratamento que transforma água salgada ou salobra (com níveis de salinidade entre a água do mar e a água doce) em água potável, removendo sais e microrganismos nocivos.
As obras estão previstas para serem concluídas em 2029, mas a primeira fase, com água dessalinizada nas torneiras, está prevista para serem finalizadas em dezembro de 2027. A água salobra vai ser convertida em potável usando osmose reversa, tecnologia inédita no estado para abastecimento público.
O projeto nasce de uma limitação geográfica. Por ser uma ilha com grande parte do território em área de preservação ambiental, Ilhabela tem poucas opções para ampliar a captação de água doce.
Além disso, a ilha é conhecida pelo alto fluxo de turistas. A população local pode triplicar durante a alta temporada turística, pressionando o sistema de abastecimento.
Nos últimos dez anos, a Sabesp também registrou queda nos índices de chuva monitorados há mais de 50 anos, o que reforçou a necessidade de buscar alternativas como a dessinalização.
Como vai funcionar a usina
A instalação será construída no Ribeirão Água Branca, em trecho próximo à foz, onde a água já é salobra. A osmose reversa funciona empurrando a água sob alta pressão por membranas especiais que retêm o sal.
Quando operacional, a usina vai acrescentar 20 litros de água por segundo ao sistema local, o que representa um aumento de 20% na oferta de água durante os períodos de alta.




