A Cidade do México chegou às vésperas da Copa do Mundo dividida entre a festa e o protesto. Na tarde de terça-feira (09/06), manifestantes bloquearam ruas que levam ao Estádio Azteca. A polícia ergueu barreiras físicas ao redor do estádio para conter o avanço.
O ato foi liderado por um grupo dissidente da Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). A categoria cobra do governo o cumprimento de compromissos firmados com a categoria. Gritos de protesto ecoaram pelas ruas do entorno do estádio durante a tarde.
Desaparecidos e cartéis no centro do debate
Junto aos trabalhadores, mães de mais de 130 mil desaparecidos no México também foram às ruas. O grupo responsabiliza o alto nível de criminalidade dos cartéis de drogas pelas mortes e sumiços. As manifestantes cobram uma postura mais firme da presidente Claudia Sheinbaum diante da violência.
Sheinbaum, por sua vez, nega que exista caos na cidade. O governo assinou um decreto sobre home office e adotou outras medidas para ampliar a segurança e a mobilidade urbana durante o torneio.
Festa e troféu na praça
Enquanto isso, a poucos metros do estádio, outra cena se desenhava. O espaço de exposição do troféu da Fifa reuniu entre 15 mil e 20 mil pessoas ao longo de quatro dias, de acordo com os organizadores. Trocas de figurinhas animaram uma praça próxima ao Azteca.
CBF no México e estreia na quinta
A cúpula da CBF desembarcou na Cidade do México nesta terça. A delegação acompanha de perto os preparativos para o torneio. A abertura oficial está marcada para quinta-feira, com o duelo entre México e África do Sul às 16h (horário de Brasília). O árbitro da partida será o brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
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