Gianni Infantino, presidente da Fifa, confirmou em entrevista coletiva que a entidade tentou agir no caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vetado na entrada dos Estados Unidos. Apesar de escalado para a Copa do Mundo 2026, Artan foi impedido de entrar no país-sede do torneio.
“É uma pena o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália, mas você não consegue controlar tudo. Nós tentamos conversar e resolver”, afirmou Infantino. O dirigente não detalhou os motivos do veto nem os resultados das tentativas de mediação.
“Às vezes, começar a gritar tem um efeito contrário. Nós sempre tentamos achar soluções, mas temos de respeitar que são somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva. Queremos unir o mundo e se posso pedir uma coisa. Podem me criticar. Mas promovam a unidade da Copa do Mundo“, também comentou.
Infantino também defendeu os preços dos ingressos do Mundial. Segundo ele, a entrada mais acessível sai por 60 dólares, valor abaixo do mínimo cobrado em qualquer jogo de playoff de esportes americanos.
“O preço mais barato, 60 dólares, é o preço mais baixo do que qualquer jogo de playoff de esportes americanos. O preço médio, 500 dólares, é mais barato que a média de qualquer jogo de playoff de esportes americanos. Na final da NBA, 10 milhões estão assistindo, a Copa do Mundo é vista por 6 bilhões. Não há comparação sobre a importância. […] Todos os dólares que geramos volta para o futebol”, disse o presidente da Fifa.
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Outro tema abordado por Infantino foi a participação da seleção do Irã na Copa de 2026. O presidente da Fifa disse estar satisfeito com a presença do time e lembrou que, no passado, chegou a afirmar que buscaria trazer a delegação de qualquer forma.
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“Estou muito feliz de eles estarem aqui. As pessoas falavam que não ia ser possível”, declarou. Infantino também resgatou uma frase anterior: “se eu tivesse que trazê-los de carro de Teerã para cá, eu iria trazê-los”.




