A FIFA decidiu, na segunda-feira, não punir o árbitro assistente de vídeo Shaun Evans. O australiano havia sido alvo de investigação por um gesto feito com a mão durante o Mundial, movimento que pode ser interpretado como referência à supremacia branca.
O Comitê Disciplinar Independente da FIFA analisou o caso e concluiu que não havia provas de infração. Em nota, o órgão afirmou: “O Comitê Disciplinar Independente da Fifa pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo de apoio Shaun Evans, não encontrou nenhuma evidência de violações do Código Disciplinar da Fifa”
O gesto e a explicação de Evans
O episódio ocorreu durante a apresentação da equipe de VAR antes da partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela primeira rodada do Grupo E do torneio. Evans repetiu o movimento mais de uma vez ao longo do jogo, enquanto segurava uma caneta entre os dedos.
Em declaração, o árbitro negou qualquer intenção. “Gostaria de esclarecer que não fiz intencionalmente um gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo”, disse Evans.
Sobre a origem do movimento, ele explicou: “A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente, e eu não tinha consciência de tê-lo feito na ocasião. Imagens capturadas mais tarde durante a partida mostraram que repeti esse movimento muitas vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos”
O símbolo e seu histórico
O gesto com três dedos ganhou conotação racista ao longo dos anos. Surgiu em 2017 como uma provocação em fóruns americanos de internet. Dois anos depois, em 2019, passou a ser reconhecido formalmente como símbolo ofensivo ligado à supremacia branca.
Evans é filiado à Federação de Futebol da Austrália e atua como árbitro profissional desde 2004. O Mundial de 2022 representou sua estreia em uma Copa do Mundo, onde atuou como VAR.




