A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o bloqueio de três lotes de medicamentos injetáveis. Os produtos são de fabricantes diferentes e apresentaram tipos distintos de falha. A medida saiu no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (18/06).
O caso mais grave envolve o Polycid, da União Química. Segundo a Anvisa, um fragmento de vidro foi achado dentro de um frasco-ampola ainda íntegro do lote 2519879. O produto é usado em aplicações injetáveis. A União Química já havia iniciado o recolhimento voluntário antes da publicação oficial.
O segundo bloqueio atinge o fosfato de clindamicina, da Hypofarma, lote 24101854. O medicamento injetável apresentava solução com coloração amarelada, além de corpos estranhos e precipitados dentro das ampolas lacradas. A Anvisa classificou o problema como desvio de qualidade.
Em nota, a Hypofarma afirmou que a situação “está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária”. A empresa também disse que “mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios”.
Leia mais: Após receber polilaminina, jovem inicia fase de reabilitação em Curitiba
Soro fisiológico também suspenso
O terceiro lote bloqueado é da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex, lote 2513588, indicada para administração intravenosa. A Anvisa apontou não conformidade com as normas de fabricação, sem detalhar a natureza específica do problema.
Para os três produtos, a agência proibiu a venda, a entrega e o uso dos lotes afetados. Quem tiver qualquer um desses itens deve suspender o uso imediatamente e acionar o fabricante ou o serviço de saúde responsável.




