A Copa do Mundo já começou e a maioria das empresas brasileiras já sabe que vai sentir o impacto. Segundo levantamento da Catho com 420 companhias, apenas 5% pretendem seguir a rotina normalmente durante as partidas da seleção. O restante está se organizando para adaptar o expediente.
O dado mais revelador da pesquisa: 76% das empresas admitem que o torneio mexe com o dia a dia corporativo. E não é à toa, 60% afirmam que os jogos do Brasil caem dentro do horário de trabalho.
O que as empresas planejam fazer
Diante desse cenário, as companhias estão adotando caminhos diferentes. Conforme a Catho, 26% pretendem exibir as partidas dentro do próprio ambiente de trabalho. Outras 24% planejam liberar os funcionários antes do apito inicial.
Mas, o que diz a lei?
Mas antes de comemorar, vale entender o que a legislação trabalhista garante, ou não. Os dias de jogo da seleção não são feriados. Isso significa que nenhuma empresa é obrigada a liberar seus trabalhadores ou flexibilizar horários por causa das partidas.
Quem faltar sem justificativa e sem combinar com o empregador leva uma falta comum. E, ao contrário do que muita gente pensa, essa ausência não gera justa causa automaticamente. Mas pode render advertência ou suspensão, dependendo da conduta. Para quem sair mais cedo ou chegar mais tarde, a compensação de horas é o caminho mais comum.



