A transição de protagonismo na Seleção Brasileira parece cada vez mais consolidada. Se até a última Copa do Mundo o principal nome do Brasil era Neymar, que acabou ficando afastado deste ciclo e acompanha a atual campanha apenas como coadjuvante enquanto se recupera de lesão, agora é Vinicius Júnior quem assume a responsabilidade de liderar a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
E os números ajudam a explicar essa mudança de cenário. Vini Jr. participou diretamente dos quatro gols marcados pelo Brasil nesta Copa do Mundo, tornando-se a principal referência ofensiva da equipe. Na estreia diante do Marrocos, foi dele o gol que recolocou a Seleção na partida em um dos momentos mais delicados do confronto e permitiu o empate brasileiro.
Já na vitória sobre o Haiti, o camisa 7 teve atuação decisiva: finalizou para gerar o rebote aproveitado por Matheus Cunha no primeiro gol, deu assistência para o segundo e ainda marcou o terceiro tento brasileiro.
Eleito melhor em campo tanto no duelo contra Marrocos, como diante do Haiti, o camisa 7 foi questionado se essa é a Copa do Vini e emendou: “Espero que sim. Estou aqui para fazer grandes coisas pela Seleção. Espero fazer gols e entregar assistências. Espero ser campeão pelo Brasil”.
Relação com Ancelotti
A sintonia entre Vinicius e Ancelotti também ajuda a explicar a ascensão do atacante com a camisa amarela. Foi sob o comando do treinador italiano que o jogador viveu os melhores momentos da carreira iniciada em 2017, quando estreou profissionalmente pelo Flamengo aos 16 anos e, posteriormente, foi eleito o melhor jogador do mundo.
Dos 500 jogos disputados por Vini até aqui, 209 aconteceram sob o comando de Ancelotti, período em que participou de 158 gols — 96 marcados e 62 assistências. Ao longo da carreira, o atacante soma 156 gols e 98 assistências, números que evidenciam a influência do técnico italiano em sua evolução.
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A vitória sobre o Haiti teve um significado especial para Vinicius. Além de participar de dois gols e iniciar a jogada do primeiro, o atacante completou 500 partidas como profissional aos 25 anos, marca alcançada em apenas nove anos e um mês de carreira.
O número representa uma média superior a 55 jogos por temporada e reforça a impressionante regularidade do jogador desde a estreia pelo Flamengo, em maio de 2017. Depois de disputar 69 partidas pelo clube carioca, com 14 gols e cinco assistências, transferiu-se ao Real Madrid ainda antes de completar 18 anos. Desde então, construiu uma trajetória vitoriosa na Espanha, acumulando 375 jogos, 128 gols, 85 assistências e 14 títulos, incluindo duas conquistas da Champions League com gols em finais.
O protagonismo que consolidou na Espanha começa a ser reproduzido com a camisa amarela. Vinicius já soma 51 partidas pela Seleção Brasileira, com 11 gols e nove assistências desde a estreia, em setembro de 2019, diante do Peru.
Em um Brasil que por anos teve Neymar como principal referência técnica, Vini Jr. chega à Copa do Mundo de 2026 como a grande esperança de liderança, desequilíbrio e criatividade da equipe de Ancelotti, repetindo na Seleção a parceria que o transformou em astro no Real Madrid.
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