O técnico italiano Carlo Ancelotti não vai contar com o atacante Raphinha devido a uma lesão muscular na região posterior da coxa direita. A visão mais otimista é ter o jogador à disposição a partir das oitavas de final da Copa do Mundo. Para substituir o jogador na ponta-direita, um dos cotados é Gabriel Martinelli, que, embora seja originalmente ponta-esquerda, pode ser improvisado.
“Primeiro, ficamos tristes pelo que aconteceu com o Raphinha. Rezamos que ele consiga voltar o mais rápido possível. Temos muitos jogadores de qualidade ali na frente. Prefiro jogar na esquerda, mas no Arsenal já joguei na direita; contra a França também fiz a direita. Deixo isso nas mãos do professor (Carlo Ancelotti), ele que decide. Estamos dando nosso melhor para estarmos preparados, mas a decisão é do Mister (Ancelotti)”, destacou Martinelli em coletiva nesta segunda-feira (22/06).
Em um primeiro momento, Luiz Henrique e Rayan são os outros pontas-direitas do elenco. Além de Martinelli, Endrick também pode ser escalado por ali. Embora esteja machucado, a Seleção Brasileira não pode substituir Raphinha por outro jogador.
Para Martinelli, o importante é estar jogando: “Eu disse que prefiro jogar na esquerda, mas no Arsenal joguei muito (na direita) porque o Saka machucou lá. Se ele (Ancelotti) falar que precisa jogar de lateral-direito eu falo que pode me colocar.“
“É muito diferente. Cada time tem um jeito de jogar. Quando jogo na ponta-direita no Arsenal é muito diferente de jogar na ponta-direita aqui. Depende de quem vai estar do meu lado e a formação que vamos usar. É muito mais fácil para mim jogar pela esquerda, levar para o fundo e cruzar ou ir para dentro para a passagem da lateral. Depende muito da formação e quem vai estar do meu lado”, ponderou na sequência.
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O próximo compromisso da Seleção Brasileira será nesta quarta-feira (24/06), diante da Escócia, pela última rodada da fase de grupos. Atualmente no Grupo C, Brasil e Marrocos dividem a liderança da tabela, ambos com quatro pontos. Os escoceses estão na terceira posição, com três pontos. Já Haiti está na lanterna, pois perdeu os dois jogos que disputou.
Embora busque garantir a liderança do grupo, a tendência é que Ancelotti promova alguma rodagem na escalação. Martinelli destacou as conversas que tem com os mais jovens do elenco que não estão tendo tantos minutos em campo, como Endrick.
“Acho que se você perguntar para todos os jogadores do mundo se eles vão ficar felizes de jogar com o Vini, eles vão dizer que sim. Então, ficamos muito felizes de ter a oportunidade de jogar com grandes jogadores, como o Vini, o Raphinha, o Neymar e o (Matheus) Cunha. Gostamos de nos movimentar ali na frente, fazer tabelas, então precisamos de todo mundo. Nem entrei no primeiro jogo e tive alguns minutos no segundo”, explicou.
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“Tento sempre estar preparado, manter minha cabeça tranquila e pensar que se tiver uma oportunidade, vou estar preparado. É isso que tento passar para a rapazeada que não está tendo tanta oportunidade, que Copa do Mundo é tiro curto. São poucos jogos. Você pode não jogar nos três primeiros jogos, mas às vezes por cartão ou lesão você entra nas quartas. Todo mundo tem que estar preparado para jogar”, complementou.
A Seleção ainda terá mais um dia de treino antes de voltar a campo diante dos escoceses. O rival no mata-mata vai depender se vai avançar na primeira, na segunda ou na terceira colocação.




