A partir de 1º de julho, o Sistema Cantareira passará a operar na chamada faixa 3, que significa alerta. O gatilho foi o volume útil registrado ao fim de junho: 39,87%, valor inferior ao patamar de 40% que determina a mudança de faixa, de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas.
A queda ao longo do mês foi suficiente para acionar as regras previstas na Resolução Conjunta nº 925, estabelecida em 2017.
O que muda na captação
Na faixa de alerta, o volume diário permitido de captação pela Sabesp no Cantareira cai para 27 metros cúbicos por segundo (m³/s), ante os 33 m³/s autorizados em condições de normalidade. A transição de faixa, portanto, impõe restrições diretas à retirada de água do reservatório.
Conforme a ANA e a SP Águas, em nota, a gestão compartilhada do Sistema Cantareira acompanha diariamente os níveis dos reservatórios, as vazões e o volume armazenado para definir as condições de operação.
O complexo, formado por cinco reservatórios com volume útil total de 981,56 bilhões de litros, é responsável pelo abastecimento de cerca de metade da população da Grande São Paulo.
As agências também reforçaram a importância da adoção de medidas para reduzir perdas e estimular o consumo consciente de água, tanto pelas companhias de abastecimento quanto pelos demais usuários, com o objetivo de preservar os reservatórios durante a estiagem.
Regras criadas após a crise de 2014
O mecanismo de faixas operacionais surgiu como resposta à crise hídrica de 2014 e 2015, período em que o Cantareira atingiu níveis críticos. Os limites de retirada conforme o volume armazenado foram estabelecidos pela Resolução Conjunta nº 925, de 2017.
Em 2018, foi implementada a interligação entre a represa UHE Jaguari e a represa Atibainha, ampliando a capacidade de gestão do sistema.
A ANA e a SP Águas acompanham diariamente os níveis dos reservatórios para definir as condições de operação.




