Richarlison falou pela primeira vez sobre a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões. O atacante compartilhou nas redes sociais um vídeo que explica o caso e afirmou ter sido prejudicado na negociação do imóvel, cuja posse acabou sendo transferida para uma empresa do advogado Willer Tomás, amigo do senador Flávio Bolsonaro.
O episódio voltou a repercutir após a publicação da advogada Ana Paula Zantut, que já ultrapassou 500 mil visualizações. Ao compartilhar o vídeo nos stories do Instagram, Richarlison marcou Flávio Bolsonaro e deixou um comentário desabafando sobre o prejuízo financeiro. “Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram e estou até hoje sem receber a minha grana!”, escreveu o jogador.
O que aconteceu com a mansão
Segundo as informações, a mansão foi comprada em 2021. Dois anos depois, porém, a posse do imóvel foi transferida para uma empresa de Willer Tomás, dando início à disputa judicial.
A origem do impasse está em um registro antigo. Conforme a matrícula do imóvel, existe uma cessão de posse assinada em 1968 que nunca foi cancelada. De acordo com a advogada Ana Paula Zantut, foi justamente essa brecha que permitiu a transferência do direito de posse em 2022.
“Como não houve o cancelamento dessa cessão de posse, ela foi repassada para a empresa do advogado Willer Tomás. Agora existe essa disputa para definir quem tem a posse, porque, por mais que você tenha a propriedade, não necessariamente você tem a posse”, explicou.
Embora Richarlison e o empresário Rodrigo Velasco sejam apontados como proprietários do imóvel, a ação gira em torno da diferença entre propriedade e posse, conceitos distintos no Direito.
Qual é a relação de Flávio Bolsonaro?
O nome de Flávio Bolsonaro aparece no processo porque os advogados de Richarlison o arrolaram como testemunha. A informação foi divulgada em 2022 pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.
Segundo os autos, o senador visitou o imóvel em julho de 2020 acompanhado da esposa e do ex-senador Wilder Morais. Meses depois, em janeiro de 2021, retornou ao local ao lado de Willer Tomás.
Procurado pelo Metrópoles na época, Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento com o imóvel ou com a disputa judicial e afirmou que seu depoimento teria pouca relevância para o caso.
Alegação pode mudar o rumo do processo
A disputa ainda pode ter um novo capítulo. Uma mulher ligada à empresa de Willer Tomás afirmou ter sido induzida a erro ao assinar o contrato que transferiu a posse do imóvel. Caso a alegação seja comprovada na Justiça, o documento poderá ser anulado, o que pode alterar os rumos da ação.




